"...depois de todas as tempestades e naufrágios o que fica de mim e em mim é cada vez mais essencial e verdadeiro"
Caio Fernando Abreu.

terça-feira, 30 de março de 2010

Das muitas constatações...

E ela adora se perder... Em divagações.


Nunca sabe como começa, mas sempre para quando precisa voltar ao mundo real. Esse mundo real que anda sem cor e sem cheiro. Talvez seja por isso que ela viaja tanto: em músicas, em livros, em paisagens, em fotos, em filosofias baratas de uma pessoa confusa e nem sempre muito prática.

sábado, 27 de março de 2010

Ela sentia falta de um amor.


Saiu de casa para um passeio agradável no parque próximo a sua casa. Sentou no balanço e ficou a contemplar a natureza, a paz que aquele lugar lhe transmitia desde que era uma criança.


Mas as coisas haviam mudado. No parque acabou encontrando vários casais de namorados e só então percebeu o quanto estava se sentindo só. O quanto lhe doía a falta de uma grande. Com esses pensamentos, vou pra casa...


Na semana seguinte resolveu fazer comprar no mercado. Quando voltava pra casa viu o seu amor na vitrine. Pensou em entrar na loja, mas essa estava fechada para balanço. Então pensou: “será que vai ser sempre assim, a porta estará sempre fechada?”.


Mas não se deu por vencida. Viria todos os dias para a loja, até que a porta se abre-se e enfim ela pudesse entrar, trazendo todas as dores e alegrias que carregava consigo... Pra ela não importava o tempo que isso pudesse demorar, só tinha a certeza de que queria ser feliz com uma pessoa inteira.




M.P.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Diálogos entre Ana’s (parte I)


A1: - Eu não acredito nas pessoas, e parecer ser cada vez mais difícil acreditar que elas possam mudar.

A2: - Você ama alguém?

A1: - Amo sim. Só que do meu jeito.

A2: - Como é o seu jeito?

A1: - É uma boa pergunta... Talvez seja dando espaço ou mesmo fugindo desse sentimento... Pois quando gosto de alguém, eu simplesmente gosto. Mas da mesma forma que esse gostar aparece, ele pode desaparecer. Já notei também que tenho a incrível capacidade de criar expectativas e vê-las caindo, porque as pessoas nunca são exatamente como você gostaria que elas fossem, e nem sempre o que você acha “bom” tem a mesma importância para o outro.

A2: - Então você acha que gostar é o mesmo que amar?

A1: - Sim e Não! Não existe amor sem o gostar. Mais existe o gostar sem o amar. Complicado isso, né? Acho que terei que refletir mais sobre isso...

A2: - Você acha que é mais razão ou emoção?

A1: - Mais uma vez, boa pergunta! Essa é muito mais complicada de responder. Se eu for analisar levando em consideração tudo o que sempre acreditei, posso dizer que sou mias razão. No entanto, após tanto tempo de terapia talvez a resposta seja um grande e sonoro EMOÇÃO. E mais uma vez, talvez (quase certeza) seja isso o que me leva a afastar as pessoas do meu convívio diário. Não é questão de egoísmo, entende? É mais um instinto de preservação mesmo, de evitar machucados... Você deve estar me achando louca?!

A2: - De forma alguma. A gente precisa se desconstruir para chegarmos na nossa versão final. Não que essa “versão” seja a definitiva ou mais correta, mas é a versão que nos faz bem, compreende?

A1: - Acho que sim...

terça-feira, 23 de março de 2010

E viva ao domingo... de índio!

Estava eu aqui preparando a prova para a turma de Serviço Social, quando bateu uma preguiça disgramada... Então resolvi jogar alguns preciosos minutos (a tarde eles farão falta, tenho certeza!) e comecei a divagar – alguns chamam isso de filosofar – sobre o final de semana, mas precisamente sobre o domingo – a noite – de índio.

Tudo começou quando resolvi acordar cedo para organizar as coisas da faculdade que estavam atrasados – consegui!. Depois parti para o almoço e liguei para uma amiga dizendo que não poderia ir para a sessão de filmes na casa dela porque a minha família tinha resolvido vir aqui pra casa. Mentira deslavada, eu fiquei com receio de dizer que não iria porque queria dormir e assistir o jogo do Timão no final da tarde... E conhecendo Liliane como conheço, se tivesse dito a verdade teria decretado minha sentença de morte, o fim do creme de galinha nos domingos, sem falar na lição de moral. Ou seja, menti por um bom motivo – pra mim, lógico!

Então parti para a primeira fase da “mentira” dormi a tarde quase toda, das 12 e 30 às 16 horas. Acordei com a peste do celular tocando, então atendi e era Luana chamando para sair a noite para assistir uma peça no teatro... Como eu ainda estava drogue – eu nem tinha aberto os olhos – acabei concordando com ela. Na verdade, estava me sentindo culpada por não tê-la chamado para pizzaria no sábado (simplesmente eu esqueci da minha prima favorita... Deve ser a idade!). Então aceito prontamente e ela me comunica que teria que estar no teatro ás 7. Então levanto nas carreiras pra tomar banho me arrumar e assistir o jogo do Timão que iria começar de 5. Na hora do intervalo vou para cozinha preparar algo rápido e que tivesse sustância, uma vez que estava sem grana para jantar após o teatro. Volto pro jogo e vejo meu time perde... E ai começa o domingo de índio... Saiu crente que estou atrasada – o jogo terminou 6 e 50 e ainda tinha todo o percurso até o teatro – e ao chegar, nada de Luana e suas amigas... Começo a ligar feito uma louca e nada dela atender... Pensei: Fudeu! Ela não vem!

Fico esperando feito uma anta na frente do teatro – detalhe: ela era a responsável pela compra dos ingressos.. Depois de 20 minutos de espera (já passavam das 7 e meia) ela chega com a cara mais lava e diz que o telefone tava no silencioso.

Então entramos e o “espetáculo” começa. No início pensei que o problema era comigo, pois todos estavam rindo e aplaudindo insanamente os “atores” da peça. Então tento relaxa – pensei: deve ter sido a preocupação do lado de fora que tirou minha concentração –, mas a coisa toda pareceu pior. A peça simplesmente não tinha pé nem cabeça... Uma hora eles estavam fazendo uma sátira de uma passagem bíblica e na outra estava falando dos atentados terroristas do 11 de setembro. E a menos que o meu mestrado tenha me “emburrecido” pra cara#$@, eu não consegui entender o que tem a ver o cú com a cueca... Então, entra um comediante no intervalo do 1º para o 2º “ato” da dita peça e simplesmente acho o cara genial. Não preciso dizer que ele fazia piadas inteligentíssimas, e com a exceção de três ou quatro pessoas e essa que vos fala, o restante da platéia ficou calada, sem esboçar nenhuma reação. Então o melhor momento da “peça” acaba – o intervalo – e o grupo volta a se apresentar...

E finalmente, uma hora e meia depois de entramos para assistir a peça, vejo que a via crucis acabou! No caminho de volta para o estacionamento começa uma baita chuva e não tem nenhuma proteção para ficarmos esperando até a chuva diminuir. Resultado: continuamos nossa caminhada para o carro, entramos todas molhadas e eu já começo a expirar feito uma louca.

Chego em casa parecendo uma pinta molhada, expirando, muitos reais mais pobre, pressentindo que estava gripada e com fome...

Qual a moral da história? Não atenda o telefone quando estiver dormindo, esqueça seu remoço e nunca, repito, NUNCA saia de casa sem saber qual a peça que você vai assistir!

Atchim!

Ana M.P.

terça-feira, 16 de março de 2010

Alô, é Alice?

Estávamos eu e a minha irmã no ponto do ônibus esperando o coletivo para almoçar em casa quando de repente o celular dela toca...

Pessoa do outro lado na linha: Alô, é Alice?

Minha irmã: Não, você ligou para o número errado.

Então ela desliga o Celular. Segundo depois, ele volta a tocar...

Pessoa do outro lado na linha: Alô, é Alice?

Minha irmã já sem paciência: Não minha senhora, não é Alice.

Pessoa do outro lado na linha: Ah, desculpa.

Desligam o celular e continuamos a esperar o ônibus. E novamente o celular começa a tocar...

Minha irmã: Alô

Pessoa do outro lado na linha: Alice deixa de brincadeira que o assunto é sério...

Minha irmã sem nenhum pingo de paciência: Minha senhora, não é Alice. Aqui quem fala é a Dorothy do Mágico de Oz, a senhora ligou para o conto de fadas errado!!

Nisso ela desliga o aparelho celular e o ônibus chega... rs

Vamos almoçar e minha irmã fica morrendo de rir da situação.


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Roubado do meu antigo blog.

M.P.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Minha culpa, minha máxima culpa...


A vida anda tão atribulada, cheia de afazeres que não tenho tempo pra nada. Em hipótese alguma isso é ruim, longe de mim reclamar por está empregada e ganhando dinheiro$$$. No entanto, o que incomoda é a completa falta de tempo para fazer as coisas que gosto. Ando tão cansada que quando tenho um tempo livre, só pra mim, a única coisa que penso é dormir, dormir e dormir. Sair com os amigos tem se mostrado uma coisa impraticável depois que comecei a trabalhar. Essa semana que passou a coisa toda foi tão louca que até sábado a noite eu estava dando aula para o concurso do IFPB para professora substituta.

É... A vida de adulta é complicada e cheia de surpresas...

A única coisa que preciso é organizar meu tempo para ver se consigo encaixar tudo: amigos, trabalho, afazeres, vida social e estudo (final do ano tem seleção de doutorado, né?).

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Mudando de assunto...

Estou tão feliz comigo, estou conseguindo me superar com relação ao não-relacionamento com Ka. Esse coração babão está mais tranqüilo e, ao que tudo indica, mais aberto para outras possibilidades.. rs..

Vamos ver como as coisas ficarão...

M.P.

quarta-feira, 3 de março de 2010

mais uma pergunta pra coleção...

Por que tenho a grande capacidade de magoar as pessoas que amo?

Existe alguma explicação lógica pra ser tão indiferente aos sentimentos, seja ele de amor, carinho, amizade?

Até quando evito falar, acabo estragando as pessoas... Deve ser uma maldição de Midas ao contrário, em vez das amizades virarem ouro, elas viram bosta.

Quando é que vou aprender?

Meu Deus mais uma pergunta pra coleção...

Às vezes bate um cansaço de ser quem sou, e ao mesmo tempo não ter o “controle” sobre quem sou...