Odeio injustiça com todas as forças da minha alma, e a odeio mais ainda quando elas acontecem comigo. Como boa leonina que sou, tenho vários problemas para reconhecer autoridade e para receber ordens, mas na minha profissão é impossível não as receber.
Para evitar problemas, busco a todo custo fazer meu trabalho sem que seja “necessário” receber nenhum “carão ou patada”. Só que hoje foi meio que a gota d’água, o desaforo da dita coordenadora de SS – chamar minha atenção por telefone – foi simplesmente incompreensível, diria mais: INSUPORTÁVEL.
Terei uma conversa cara-a-cara para perguntar qual o problema dela em relação a mim. Sinceramente, estou de saco cheio de muita coisa que anda acontecendo e dessa vez não vai dar pra ficar calada. Vou colocar a boca do trombone e falar umas verdades.
Estou com tanta raiva que ta difícil até de escrever esse texto com nexo.
Sinto o abraço do tempo apertar E redesenhar minhas escolhas Logo eu que queria mudar tudo Me vejo cumprindo ciclos, gostar mais de hoje E gostar disso Me vejo com seus olhos, tempo Espero pelas novas folhas Imagino jeitos novos para as mesmas coisas Logo eu que queria ficar Pra ver encorparem os caules Lá vou eu, eu queria ficar Pra me ver mais tarde, Sabendo o que sabem os velhos Pra ver o tempo e seu lento ácido dissolver o que é concreto E vejo o tempo em seu claroescuro Vejo o tempo em seu movimento Me marcar a pele fundo, me impelindo, me fazendo Logo eu que fazia girar o mundo, Logo eu, quem diria, esperar pelos frutos Conheço o tempo em seus disfarces, em seus círculos de horas Se arrastando feito meses se o meu amor demora E vejo bem tudo recomeçar todas as vezes E vejo o tempo apodrecer e brotar E seguir sendo sempre ele Me o tempo todo começar de novo E ser e ter tudo pela frente
Não sei vocês, mas tem músicas que aparecem e parecem terem sido feitas para o momento em que estamos vivendo. E essa bela letra traduze exatamente o meu momento. Momento de recomeçar e ser e ter tudo pela frente...
Faz um tempo que venho regularmente no blog com o intuito de ter um ataque de criatividade ou coisa que o valha. Já li muito do que escrevi ano passado. Ri. Chorei (“são tantas emoções”). Mas parece que nada mudou de fato. Nada no sentido de ter o que falar. Até bem pouco tempo atrás o passado era meu principal problema, basicamente ele vivia comigo 24 horas por dia. Hoje, no entanto, o futuro é o que mais anda me preocupando. E os dois - passado e futuro - estão fazendo com que essa cabeça dura aqui fique em estado de “suspense”, ou melhor, estado de inércia, sem coragem para tomar alguma atitude que melhore ou piore a situação. E digo isso, não porque quero que o pior aconteça. A única coisa que quero é QUE ACONTEÇA alguma coisa, qualquer coisa e “o quê?” nem tem tanta importância assim... (o tenha, vai saber...)
Ultimamente ando bem confusa. E você, provavelmente nem estar entendo o que bulhufas quero dizer com esse amontoado de palavras que aparentemente não possuem o menor nexo (que talvez vá fazer algum sentido, algum dia que voltar aqui e reler. Enfim...). Mas para te consolar, também não sei e não entendo nada, e olha que sou EU que estou falando, se fosse qualquer outra pessoa, talvez tivesse mais competência para se expressa.
Até minha capacidade expressão entrou em momento de “ponto morto“, ou como falou Caio Fernando Abreu, entrou em um momento de “ciclo seco”. E põe seco nisso.
Já faz bastante tempo desde a última postagem. Sei que ando em falta com muita gente, mas acreditem, sempre que tenho tempo leio o blog de vocês (apesar de não comentar).
2011 começou pior do que o final de 2010, minhas férias foram as piores de todos os tempos, e a ânsia de encontrar "culpados" me consumiu por inteira. Não tinha assunto (não mudou muita coisa de janeiro pra cá), exclui o orkut, só entro no MSN offline para não ter que conversar com quem não estou afim, diminui drasticamente as minhas horas na internet, aumentei minha carga de trabalho para fugir dos meus problemas (que não irei falar no blog). Ou seja, em termos profissional a minha vida ande bem. Já não posso dizer o mesmo da minha pessoal que anda um caos... Falo da minha incompetência para lidar com os seres humanos... Dessa sensação horrorosa de abandono...
Enfim, continuo sem novidades boas para contar aqui. Não sei quando as terei (queira Deus que seja logo)...
E mais uma vez ele diz tudo que estou sentindo agora. Esse misto de tristeza, abandono e saudade que tem me consumido nos últimos dias. Uma saudade que dói, que feri, que não passa.
Uma chuva fina, que insiste em continuar, mesmo quando se tenta mudar o foco das atenções, mas que volta, quando menos se espera.
Tenho tentado fugir dessa tristeza, mas é complicado. Os dias andam tão negros que parece ser mais um elemento que compõe o cenário dos meus dias de dezembro. E mesmo com toda a ajuda que tenho recebido, nada parece mudar. Essa chuva que cai lá fora também cai aqui dentro.
Esse vazio tem me consumido muito, um vazio que não tem sentido. Só sabe do que estou falando quem sente a mesma coisa/sensação. E não adianta tentar explicar, pois nenhuma palavra que conheço é tão fidedigna quando essa dor.
O que estou fazendo agora? Simples, muito simples, tentando não sucumbir às intempéries do final de ano. Dezembro é sem sombra de dúvida o mês que mais odeio. Janeiro chega logo, que dia 22 tem show de Bethânia na praia em JP!
Às vezes dá vontade de colocar a mochila nas costas e o pé na estrada só pra ver se alguém vai sentir falta de mim quando não estiver mais por perto. Essa sensação horrorosa de que sempre estar faltando uma parte anda me consumindo loucamente. Já não tenho a mínima idéia do que fazer para deixar passar. Na minha cabeça colocar o pé na estrada parece ser a mais viável e, ao mesmo tempo, um erro, pois, por mais que a gente caia fora, os problemas nos seguem.
Você criticou minha constante necessidade de isolamento e falou que tem medo por mim. Que esse casulo/muro se sobressai mais que a pessoa “maravilhosa” que sou. E na boa, não pense que não sei identificar ou receber um elogio, mas não te levo mais tão a sério como antes. Esses dois anos de convivência na terapia tem me deixado calejada/protegida/inume a esses seus “ataques” sentimentalóides. Desculpe, mas ando numa fase é que é melhor acreditar no nada, do que no visível/dizível das pessoas e das coisas sobre mim e a minha vida (ninguém sabe de porrissima nenhuma que se passa aqui dentro. Nem eu sei... O que dirá os outros?!).
Nem sei por que estou escrevendo isso... Tudo parece tão sem sentido, assim como tudo na minha vida.
Ter saído com meus amigos ontem para mostrar a cidade me levou a um tempo que não tenho mais. Um gosto ao mesmo doce e azedo de saudade. Saudade do que foi e não é mais. Ontem sai e vi como tudo mudou e como meu poder de observação anda fazendo falta. Conversamos, rimos, bebemos, comemos pizza, fizemos planos para a USP em julho, de assistir algum jogo do Timão (que seja libertadores) nos dias que iremos passar em Sampa, que sabe até um show de Rita Lee (Deus, por favor!) e o final de semana no Rio. Falamos sobre a nossa profissão, sobre ser historiador, sobre como a gente precisa sempre do passado, do presente e do futuro.
A II Semana de História foi/está sendo uma experiência única. É uma carga na bateria que anda cansada. Saber que outras pessoas compartilham as mesmas preocupações com os rumos da educação, saber que mesmo com todas as dificuldades, ainda assim insistem em continuar, nos dá uma leveza de espírito que levá-nos a enxergar uma luz no fim do túnel.
A conferência de abertura foi simplesmente a coisa mais linda e emocionante que presenciei na academia. V. chamou uma professora da época de graduação (que se acha uma velha historiadora, como ela mesma falou, batendo a porta da aposentadoria e que teve a maior felicidade quando a filha mais nova revelou que iria fazer história na Unicamp) para proferir a palestra. Esta muito emocionada por ver os seus “meninos” (V. e R.) coordenando um encontro de historiadores, não conseguiu segurar as lágrimas e deixou a emoção correr solta. Foi como uma libertação, aquela sensação de que tudo que se fez não foi em vão, e todos percebemos e sentimos na pele uma espécie de ritual de passagem, quando os velhos abrem espaço para os mais novos, mostrando os caminhos que foram trilhados, as heranças e as dificuldades que iremos enfrentar...
M. S. R. primeiramente agradeceu a oportunidade, e começou falando para os futuros e novos historiadores, lançando a pergunta: “Que historiadores vocês querem ser?”. Durante toda a fala ela se utilizava de canções, poemas, e chamava a atenção para a necessidade de recorrer aos clássicos da história (Marc Bloch – Apologia da História ou Oficio do Historiador e George Duby – A História continua). Confesso que nessa hora me senti um pouco culpa, faz tempo que não leio esses livros. E nunca alguém me falou de forma tão convincente sobre a importância desse tipo de texto
Em vários momentos M. S. R. recorreu a Oração do tempo, a poemas de Clarice Lispector e trechos de Apologia da história para justificar a sua fala e sua preocupação como os futuros e atuais historiadores. E ficou claro pra mim que nunca existirá ex-professor e nem ex-historiador. São práticas que se complementam e nunca poderão ser anuladas, porque pensar e fazer pensar vai muito além dos muros da escola ou dos gabinetes.
Durante e depois da conferência, pensei tanta coisa... Vivi tantos momentos únicos... Vi que a vida continua, apesar de...
Enquanto eu, A. e MM viajávamos na maionese, a esposa de MM ligou e comunicou que final era verdade, ela estava grávida. Ele então, entre lágrimas de felicidade nos falava na luta deles para ficarem grávidos. E quando as emoções voltaram ao normal, MM falou que iria ler Apologia da História para o/a filho/a dele, e que mesmo que ele/a não queira ser historiador/a fará de tudo para que a criança tenha uma consciência história sobre o seu tempo.
E foi assim... Um final de tarde e inicio de noite que nos reservou várias surpresas.
Fico me perguntando se algum dia encontrarei motivos para gostar desse mês. Sinceramente, pra mim ele não passa de uma antecipação da pior época do ano. Já falei aqui algumas vezes como ódio o Natal e não tenho nenhuma intenção de repetir... Só que estou com mais de 24 horas ligada e o cansaço bate no quengão e nada parece fazer sentido... Como se algum dia tivesse feito.
Ontem, voltando da faculdade, fiquei me perguntando onde diabos eu estava quando não pulei fora em quanto ainda tinha tempo... Acho que sou cabeça dura demais, ou realmente sou masoquista e ainda tento encontrar o lado positivo da educação – que são bem poucos, diga-se de passagem. Nesse período, em comparação ao anterior, tenho uma turma excelente de alunos no curso de Serviço Social (sem correr o risco de dizer que mais da metade da turma serão ótimos profissionais). Em compensação a turma de Administração é um horror. Para não ser injusta com todos, salvam-se 10 alunos (sendo muito generosa!) e ontem, um destes alunos veio falar comigo sobre a insatisfação dele com relação ao curso. Ele falou que o curso precisa passar por uma modificação urgente, pois os poucos alunos que realmente querem alguma coisa estão tentados a abandonar, porque nas palavras dele: “não tem cabimento a gente pagar XXX reais e não ter aulas que prestem, ou então, professor sicrano e fulano deixar a ‘turma do não quero nada com a vida’ tomar de conta da sala de aula”.
Na hora, não soube muito o bem o que falar, porque na verdade nunca-sei-o-que-falar, mais a situação é muito complicada. Se fosse eu no lugar dele, não pensaria duas vezes, trancava o curso e faria um vestibular para uma federal ou até mesmo outra faculdade que tem o mesmo curso... Mais fico me perguntando até que ponto essa situação não é colaborada por eles, os alunos que querem alguma coisa. Pense comigo...
Se a turma tem 27 alunos e desses 10 querem alguma coisa, porque não colocar os 17 nos eixos? Não estou falando de briga, mas de conversa. Se eles convencem os 17 a ficarem calados em sala de aula ou saindo para tomar água, ir ao banheiro, telefonar.. sei lá, qualquer desculpa, para não ficarem atrapalhando em sala de aula, as coisas ficariam muita mais “fáceis” (isso existe em educação?).
Porque se tem uma coisa que eu odeio é ficar parando a aula para pedir silêncio, e olha que sou uma pessoa ligeiramente explosiva, eles mesmo já viram algumas demonstrações e já até sabem quando estou chegando no meu limite... Só que a situação é diferente quando a gente passa a analisar a mesma relação “conturbada” em sala de aula de uma instituição federal. Lá nós temos a nosso favor a possibilidade de “pedir gentilmente” que o aluno se retire. Já em uma instituição privada o buraco é mais em baixo... E ai incide um dos principais erros da educação superior privada: o aluno paga e manda!
E quando as coisas passam a funcionar dessa forma, a tendência é: erro na certa. E não estou sendo pessimista, mas a minha pouca experiência de vida me permite saber que o equilíbrio ainda é a melhor saída para qualquer situação, inclusive, na educação superior.
Amanhã irei participar da II Semana de História da UFCG como coordenadora de um Simpósio Temático sobre História da Educação e Ensino de História, já até sei o tipo de pessoas que vou encontrar na sala. Os que acreditam num futuro melhor proporcionado por uma educação de qualidade (alunos sonhadores da graduação que ainda não pegaram uma sala de aula); os que não acreditam mais na educação e muito menos no futuro do país (professores de ensino fundamental e médio que não vêem a hora de se aposentar); e os que, como eu, ainda acham que o Brasil tem salvação apesar dos pesares (os otimistas de “carteirinha”).
E o que mais me angustia é saber que nesse exato momento estou muito mais propensa ao segundo grupo – os que não acreditam... No entanto, já tenho consciência que meu discurso tem que ser condizente com a minha prática e a melhor coisa que poderia ter acontecido comigo foi ter pegado a turma de Serviço Social. É só por eles que ainda tenho ânimo de sair de casa nas quarta e sexta a noite para dar aula. Mesmo quando eles estão cansados ou eu estou cansada, a aula rende mais do que uma aula “boa” em Administração. Sei que a “culpa” pelo sucesso ou fracasso não é só do professor, mas bate um desespero quando planejo uma atividade e não a vejo ser cumprida da forma que planejei. E isso é super frustrante. Sabe porque?
A universidade nunca nos prepara para esse tipo de situação-limite, quando a coisa foge de controle. E mais uma vez reafirmo a importância do estágio, não só para os profissionais da educação, mas para todas as categorias. Ela é a chave para o posicionamento/entendimento da realidade do seu campo de trabalho. Por isso, sou completamente a favor de que o estágio seja iniciado ainda nos primeiros períodos de faculdade, pois só com a vivência se pode ter a dimensão dos sabores e desabores. Porque as vezes o que vejo são profissionais que não sabiam aonde estavam se metendo e que acabam fazendo com a imagem de toda uma categoria seja vista como lixo. E mais uma vez, isso não serve apenas para a educação. Existem péssimos profissionais em todas as áreas.
Vou parar por aqui de encher a paciência de vocês com esse assunto chato. Eu realmente precisava colocar isso pra fora, pois venho refletindo muito sobre tudo que aconteceu comigo esse ano. E a educação tem sido um item importantíssimo na lista.
Às vezes você me deixa confusa com suas metáforas e histórias inventadas. Será que algum dia você será capaz de falar abertamente o que quer sem recorrer a esse tipo de comportamento? Não estou revoltada com você, porque já entendi que esse é seu jeito de ser, mas bem que você poderia fazer uma força e tentar entender meu mundo da mesma forma que tento entender o seu.
Outro dia você falou que quanto mais eu bato e esperneio, mais você sabe que eu te amo, também falou que você faz determinadas coisas só pra ver minha “demonstração de amor”. E tento buscar essa sua certeza nas minhas atitudes e só consigo perceber/ver autopreservação, meio que instinto, reflexo mesmo. Não sei se conseguirei derrubar todos os meus muros pra me doar. E sei também que você tem os seus muros e como tenho medo de altura, talvez nem tente escalar. Tenho muito medo de me machucar, ou de te machucar.
Ultimamente ando sem grandes certezas ou verdades. Venho tentando viver um dia atrás do outro sem colocar expectativas, pois sempre que faço planos, alguma coisa acontece e quem se ferra sou eu (não é teoria da conspiração não, é só constatação). Se pelo menos você pudesse me salvar sempre – meio como o príncipe que salva a princesa da bruxa, da madrasta da má –, me dar o colo que preciso e que nunca peso: por medo, por egoísmo, por teimosia, vai saber. São tantas possibilidades que fica difícil escolher uma. E nem sei se você seria ou poderia se encaixar como possibilidade. Você é tão inconstante...
Você estar conseguindo entender tudo o que digo? Será que vai colocar um pouco de atenção nessas palavras que aparentemente não possuem sentido? Não sei. Talvez nunca saberei de fato. Enquanto escrevo essa “carta” fico pensando se vale a pena mandar, se você vai perder seu precioso tempo com os meus devaneios.
Apesar dessa casca de segurança que tento transparecer, sou muito insegura naquilo que não tenho como fazer comparações... E o amor é um campo de insegurança total. Ele requer que as pessoas envolvidas possam se jogar do abismo como se nunca fosse chegar ao chão. Só que esse momento de irracionalidade que o amor proporciona, também acaba e fica aquele medo do “e se” quando chegamos ao chão... E se tivesse sido diferente? E se pudesse voltar atrás? E se, e se... Como se fosse possível voltar. E a gente nunca volta, porque o tempo existe e devora! Não admite erros, e cobra com juros os que não souberam viver. “O Tempo é um orixá tão poderoso que não existe cavalo capaz de suportar o peso dele. Por isso não encarna, só ronda”. (Caio F.)
E ai lembro de Gonzaguinha “E a vida! E a vida o que é? Diga lá, meu irmão Ela é a batida De um coração Ela é uma doce ilusão E a vida Ela é Mara”vida” Ou é sofrimento? Ela é alegria Ou lamento? O que é? O que é? Meu irmão...”
Sabe quando teremos essa resposta? Sendo otimista, na velhice, quando o calor do querer viver se torna mais lúcido em contraposição ao fim. E sendo realista – ou como você preferi – pessimista, nunca, pois o que não foi não é, nem nunca será.
Sabe o que eu queria agora? - Dinheiro no banco; - Companhias agradáveis; - Som ambiente (MPB); e - Enxer a cara até ficar rindo com o vento. Mas como a vida é injusta pra caralho, estou com sono, cansada, com dor nas costas e ainda tenho que dar aula a noite toda.
Lendo o comentário da minha amiga Dika no post anterior, acabei lembrando dessa música do Rei Roberto Carlos que não poderia cair tão bem. Uma vez que ela expressa com riqueza de detalhes a situação complexas em que estou.
Então vamos ao primeiro lugar do hit parede da minha casa na atualidade.
Um leão está solto nas ruas
Um leão está solto nas ruas Foi descuido do seu domador Sei que ele está faminto Não come desde ontem Preciso encontrar o meu amor Um leão está solto nas ruas Já faz um dia que ele fugiu
A turma está aflita Pra vê-lo outra vez Na jaula de onde ele saiu Você, que está em casa um conselho vou dar Feche as janelas, tranque bem o portão
Pois num dado momento sem ninguém esperar Pode aparecer o tal leão. Mas um leão está solto nas ruas calamidade igual nunca vi Jamais terá problema de alimentação Se ele encontra o meu broto por aí
Ontem dentro do busão, voltando pra casa, comecei a pensar em letras de músicas com segundas, terceiras, quartas intenções explicitas e que fazem/fizeram sucesso de alguma forma. (Mesmo com a mídia abrindo espaço para bandecas de forró de plástico, e músicas (?) emos). Estou falando de músicas de MPB mesmo, de artistas consagrados (até mesmo porque sou muito radical para perder meus poucos momentos de lazer ouvindo coisas esdrúxulas).
Então pensei em escrever um post com algumas das letras que lembrei na viagem. Vou colocar algumas...
Ilegais – Vanessa da Mata (Essa Mata com letra maiúscula tem alguma coisa com a outra mata? Fica a pergunta. [Ps: Se sua mente estiver vibrando na mesma sintonia que a minha, vai entender de que mata estou falandooo])
“Eu só sei que eu quero você/Pertinho de mim/Eu quero você/Dentro de mim/Eu quero você/Em cima de mim/Eu quero você”. É necessário fazer uma análise dessa letra? Nããooo. Então vamos a próxima.
Zélia Duncan – Sentidos; Sexo; Intimidade
Quem ler o meu humilde blog sabe que sou profunda conhecedora da obra de Tia Zélia Duncan e que meu amor de fã é incondicional, mas muitas e muitas vezes já me imaginei (momento confissão!) nessa cena aqui: “Não quero seu sorriso/Quero sua boca/No meu rosto/Sorrindo pra mim/Não quero seus olhares/Quero seus cílios/Nos meus olhos/Piscando pra mim/Transfere pro meu corpo/Seus sentidos/Pra eu sentir/A sua dor, os seus gemidos/E entender porque/Quero você!/Não quero seu suor/Quero seus poros/Na minha pele/Explodindo de calor”. Se a letra da música de Tia Mata não precisou de explicações, essa então precisa menos ainda.
Na mesma direção tem outra música de Zélia que mexe (por assim dizer) com a minha imaginação fértil, sem falar que é um baita tapa na cara das pessoas que buscam a todo custo banalizar o sexo. Vamos a ela “Sexo é integração/Não é abuso/Não é serviço/Seu corpo forte e bonito/Não é só por isso/Pré-requisito/Pra minha satisfação/Pode ser/Pode ser bom/E pode ser/Pode ser não/Carinho é sensação/Não é capricho/Nem desperdício/mas suas mãos de veludo/nem sempre dizem tudo/Que meu corpo quer sabe”.
E mais outra de Tia Zélia que não precisa de explicação “Se esfrega em outro rosto pra deixar de me amar/Você me deu o gosto e esqueceu o lugar/Passos largos fora de hora/Não vão me afastar”. Ai, ai o amor!
Pausa, momento desabafo: quando comecei a imaginar esse post tinha como trilha sonora a música “Por você guardei o amor”, pois tem um trecho que julgava bastante “interessante”, e agora que fui pegar a letra para postar aqui, descobri que eu estava escutando errado.
Voltando...
Mariza Monte – Beija eu
Apesar de ser bem manjada, essa letra é e sempre será importante dentro dessa classificação. “Então beba e receba/Meu corpo no seu/Corpo eu, no meu corpo/Deixa!Eu me deixo/Anoiteça e amanheça...Seja eu!/Seja eu!/Deixa que eu seja eu/E aceita/O que seja seu/Então deita e aceita eu.../Molha eu!/Seca eu!/Deixa que eu seja o céu/E receba/O que seja seu/Anoiteça e amanheça eu...”
Rita Lee – Pega Rapaz
Vovó Rita não precisa de apresentações. Ela é sensacional e tem todo o meu respeito e admiração. Vamos a letra da música “Alô doçura/Me puxa pela cintura/Tem tudo a ver o meu pingüim/Com a tua geladeira/Nós dois afim/De cruzar a fronteira/Numa cama voadora, fazedora de amor/De frente, de trás/Eu te amo cada vez mais”. EU QUERO UMA CAMA DESSA!
Existem muitas e muitas músicas que poderiam ser elencadas aqui. No entanto, o propósito na era colocar todas, mas chamar a atenção para o fato de que, para falar de sexo, não é preciso baixar o nível e apelar.
Tenho certeza que todas as letras postadas aqui são exemplos disso.
E porque estou fazendo isso? Simples, passei boa parte da viagem de volta pra casa dentro do busão escutando forró de plástico, porque o mané do motorista e boa parte da “massa” não quiseram trocar o cd da “banda” forró do muído, pelo meu cd de Cazuza. Então tive que meu submeter a escutar letras abomináveis e que no fundo “só” queriam falar de sexo, mas que apelavam tanto para a baixaria que o meu bom senso ignorou.
Ps: Já comecei o processo de desintoxicação ontem mesmo. Será necessário muitas horas de música de qualidade, mas vou sobreviver.
Ps2: A estadia em JP foi relativamente calma, e não tenho nada muito interessante pra contar.
Ps3: Liliane trouxe ao mundo minha primeira sobrinha de coração hoje as 6 e meia da manhã. Sábado estarei lá esperando Amanda chegar em casa.
Ps4: Amanda (que não é a recém-nascida) vai fazer a cesariana hoje a tarde. Que Marina venha com muita saúde!
Ps5: Vou ser tia pela segunda vez no mesmo dia.. rs
"Fico tão cansada às vezes, e digo pra mim mesma que está errado, que não é assim, que não é este o tempo, que não é este o lugar, que não é esta a vida. E fumo, e fico horas sem pensar absolutamente nada: (...)” Caio F.
Estou aqui de frente para o notebook tentando terminar a aula para a turma de serviço social, na vã esperança de conseguir afastar essa preguiça e esse desânimo que se apoderaram de mim com mais intensidade de ontem pra cá. Até a perspectiva de viajar amanhã parece sem sentido. No fundo eu queria “algum remédio que me dê alegria”. Ainda tenho as malas para arrumar, sessão de relaxamento a tarde, aula a noite, encerramento da semana do administrador, e um vazio sem fim tomando de conta desse ser em crise (pra variar). Já notei que sempre que se inicia uma nova etapa na terapia essas dúvidas volta com mais insistência. E não tem como não lembrar as músicas que escuto quando estou no fundo do poço. Tipo essa da Zélia das primeiras eras:
Por Hoje é Só
Nem que eu contasse as gotas do mar, todos os dias
Pra me acalmar do que eu nunca fiz
Nem que eu parasse as ondas do ar, dia após dia
Descansaria as horas em mim,
Por hoje é só
Bruxas e reis sorriram pra mim,
Sei que é assim
Certo é errar, mas quando acordei corri devagar
Sem perceber cheguei aqui.
Amanhã estarei dentro do õnibus indo pra João Pessoa com a minha mãe do lado. Espero que a chuva dê uma trêgua. Preciso ir para a praia caminha e me aconselhar... Ficarei ausente até quinta. Então mandei boas energias, pois a "fé me abandonou"
- Uma simples rasteira, ou um mega tombo, tem em comum a mesma atitude depois de sofridos. A dor.
- A morte das várias Ana"s e essa saudade incomensurável de voltar e ao mesmo tempo de mudar.
- Quero baldes de café e um ombro.
Minto!
- Quero colo, vinho, musica alta, chorar tudo que tenho direito e depois uma bela noite de sono. E, como sol depois da tempesstade, voltar revigorada.
- Estou/sou CONTRADITÓRIA, e a CONFUSÃO é meu território
Quando esse post resolveu sair de mim, estava conversando com duas pessoas importantes. E uma das conversar será postado aqui quase na integra para quem não entenda nada que está escrito lá em cima possa entender....
...........
Mary Luce diz:
você ta de folga??
A n a-é só cansaço mesmo - "Os ventos do norte não movem moinhos" diz:
quinta é o dia que não tenho aula na FSM
Mary Luce diz:
eita vida boa
A n a-é só cansaço mesmo - "Os ventos do norte não movem moinhos" diz:
pera que vou transcrever um dialogo que estou tendo com uma amiga e depois você ver se é bom o não a minha vida (adoro um drama mexicano!)
Mary Luce diz:
ok
A n a-é só cansaço mesmo - "Os ventos do norte não movem moinhos" diz:
Grazy diz:
to morta
A n a-é só cansaço mesmo - "Os ventos do norte não movem moinhos" diz:
se eu estivesse morta boa parte dos problemas estariam resolvidos (ou não)
Mary Luce diz:
aff
que funebre
A n a-é só cansaço mesmo - "Os ventos do norte não movem moinhos" diz:
não diga
cont. do diálogo
Grazy diz:
acho que hoje queria um colo...rs
estou desolada
A n a-é só cansaço mesmo - "Os ventos do norte não movem moinhos" diz:
eu queria colo, vinho, musica alta e chorar tudo q tenho direito
e depois uma bela noite de sono
Mary Luce diz:
só gostei da bela noite de sono
A n a-é só cansaço mesmo - "Os ventos do norte não movem moinhos" diz:
é porque as vezeso sono tem a capacidade de revigorar.. é como o sol depois da tempestade
Mary Luce diz:
kkk
eita misturada
sol, sono
tempestade
A n a-é só cansaço mesmo - "Os ventos do norte não movem moinhos" diz:
mas tenho certeza absoluta que você entendeu o espírito da coisa..
Mary Luce diz:
entendiiiiiiiiiiii
A n a-é só cansaço mesmo - "Os ventos do norte não movem moinhos" diz:
eu estou/sou CONTRADITÓRIA, e a CONFUSÃO é meu território
Mary Luce diz:
prefiro a parte do revigorar
do sono
o resto deleta
coloca na lixeira e depois exclui
A n a-é só cansaço mesmo - "Os ventos do norte não movem moinhos" diz:
não, já estou terminando o post e todos esses elementos estão presentes.. não adianta fugir se é assim q me sinto
Mary Luce diz:
o bom é você tentar observar q em cada coisa negativa tem o positivo
A n a-é só cansaço mesmo - "Os ventos do norte não movem moinhos" diz:
é porque já faz um tempinho que descobri que a vida e os seres humanos (?) são seres duais, mesmo que geralmente eu só queira ver o negro da coisa toda
Mary Luce diz:
kk
veja primeiro o branco
veja o copo metade cheio
A n a-é só cansaço mesmo - "Os ventos do norte não movem moinhos" diz:
70% das vezes ele tá sempre meio seco
Mary Luce diz:
cadê os ventos que movem moinhos??
A n a-é só cansaço mesmo - "Os ventos do norte não movem moinhos" diz:
vem sempre do leste, mas estou muito mais inclina ao oeste, ao fim, ao pôr-do-sol
Mary Luce diz:
o por do sol é o começo da lua
A n a-é só cansaço mesmo - "Os ventos do norte não movem moinhos" diz:
quem sabe a própria morte, como canto Oswaldo Montenegro "morrendo um pouco a cada dia..."
Mary Luce diz:
vivendo a morte solvida de saudade
A n a-é só cansaço mesmo - "Os ventos do norte não movem moinhos" diz:
tem certeza que você não quer que eu chore, porque você tá acordando as feras todas ?
“Mesmo que eu te diga: estou morrendo um pouco a cada dia
Porque a saudade está quebrando o que resta da minha ilusão
Preciso juntar os pedaços dentro do meu coração”
Mary Luce diz:
a vida é bonita apesar de..
poetisa
A n a-é só cansaço mesmo - "Os ventos do norte não movem moinhos" diz:
esse "apesar de" pesa
Mary Luce diz:
é assim com todos
o apesar pesa, porém o vento leve consegue tirar esse peso
A n a-é só cansaço mesmo - "Os ventos do norte não movem moinhos" diz:
"vento afaste essa dor, tempo chegue mais cedo.. "
Mary Luce diz:
isso
linda frase
.......................
Explicando a morte das várias Ana's... Em post anteriores eu falei que em mim habitavam várias Ana's e quarta quando conversava na terapia foi abordada a necessidade de morte da mais cruel, a mais autosabotadora delas... E como morte é sempre um tema que me atormenta, e o novo nunca me move, fica sempre esse gosto de derrota no ar.
Ela decidiu que não iria trabalhar hoje. Que não valeria a pena levar toda a sua mágoa e sensação de fracasso para a Universidade. Deu uma desculpa qualquer a coordenadora e ficou remoendo seus problemas em casa, sozinha como sempre fez. Pensou no quanto sua vida mudou em 2010. Como um ano que tinha tudo pra ser mais um na sua vida sem graça, sem cor e sem música, trouxe tantas coisas boas e ruins ao mesmo tempo. Primeiro veio um emprego numa das instituições mais importantes da cidade. Depois a consolidação de algumas amizades cultivadas na época da pós-graduação. Em seguida veio o “conhecer nova paisagens” e a reafirmação de que ela não seria realizada profissionalmente senão fosse para ser historiadora. Posteriormente veio as decepções com pessoas que ela julgava ser seus melhores amigos e o distanciamento de alguns amigos que em outros momentos da sua vida foram tão importantes... Veio também o primeiro grande amor e com ele também veio o fim – ou o começo para outro, quem sabe (às vezes ela acredita em contos de fada).
No entanto, algumas questões levantadas em anos anteriores e nas muitas sessões com a psicóloga seguem ainda sem respostas. Hoje mesmo ela está tão confusa e insegura que nem sabe o próprio nome.
São e forma tantas coisas que ela preferiu silenciar.
Contabilizando quase uma semana sem dormir que preste, tendo pesadelos de todo tipo e fazendo planos nada sutis - de explodir o mundo -, venho por meio desse, comunicar algumas das conclusões que achei sobre a minha pessoalidade no mínimo contraditória.
1- Minhas mudanças de humor são tão repentinas que pegam até a mim mesma de surpresa. Sabe a Ferrari que vai de 0 a100 Km/h em 1 seg? É mais ou menos a mesma coisa. (E antes que você pergunte: não sou bipolar, sou doida mesmo!)
2- Passo o tempo todo reclamando de falta de espaço (sou o que se convencionou chamar de pessoa espaçosa) que não nasceu para o “grude” e quando finalmente tenho o espaço tão sonhado e desejado, sinto falta de calor humano. Resultado: continuo reclamando.
3- Tenho uma dificuldade imensa de me relacionar com o mundo lá fora, falo do mundo de carne e osso. Explicando melhor: quando gosto de uma pessoa simplesmente gosto e demonstro o meu gostar, mas quando essa pessoa não me dá o retorno fico chateada e geralmente desapareço. E o inverso também acontece. Quando as pessoas falm que gostam de mim eu fico sem jeito e sumo. Sumo porque acho que não tenho como retribuir, e, assim como espero ser “retribuída”, acho que a outra pessoa também quer... (Enfim, sou DOIDA!)
Tem muito mais coisas de onde saiu essas, só que não pretendo despejar tudo de uma vez só, senão o que será dos futuros post’s...
Ontem a noite baixei o primeiro cd de Ana Cañas – amor e caos - e não é que adorei! Tirando “Esconderijo” e “Pra você guardei o amor” que ela canta com Nando Reis, não conhecia nenhuma outra música. E eis que achei essa música que abre o “disco” e que é a minha cara (de pau bipolar).. rs
A Ana
Composição: Ana Cañas/Alexandre Fontanelli
A Ana disse ontem
A Ana ficou triste
A Ana também leu
A Ana não existe
É a Ana insiste
A Ana não consegue
A Ana inventou
Ela também merece
A Ana é azeda
Mas é doce quando é doce
A Ana é azeda
Mas muito doce quando é doce
A Ana nada sabe
A Ana sempre canta
A Ana me enrola
A Ana me encanta
A Ana se pintou
A Ana não limpou
A Ana que escreveu
A Ana se esqueceu
A Ana é azeda
Mas é doce quando é doce
A Ana é azeda
Mas muito doce quando é doce
Foi a Ana que fez
Foi a Ana que foi
Foi a Ana em fá
Foi a Ana, foi
Ontem a noite resolvi ressuscitar o DVD de Oswaldo Montenegro 25 anos. Confesso que corria o sério risco de chorar de emoção. Ainda não consigo passar inume as letras e melodias das canções. Metade, Lua e Flor, Léo e Bia, Travessuras e Bandolins fazem misérias com esse coraçãozinho cansando.
Mesmo estando de férias no mês de julho, foram poucos momentos de tranqüilidade. Ando muito nervosa, ansiosa e tensa. Meus ombros parecem que estão carregando o peso do mundo, sensação essa que não sentia desde o fim do mestrado. Não tenho explicação aparente para isso.
Já pensei algumas vezes em dar um tempo da terapia, mas sempre desisto porque quero acabar logo com os muros que construí, com os fantasmas...
E por falar em fantasmas, essa noite sonhei com papai. Diferente das outras vezes que ele sempre pedia alguma coisa, nesse sonho ele queria “apenas” conversar. Foi estranho porque lembro pouco do sonho, mas sei que estava numa livraria depois de sair da aula e sem perceber passo por ele e não o reconheci. Então ele segura na minha bolsa e eu no auge da minha arrogância viro imediatamente para “brigar” com o sujeito que me puxou. E ai que o reconheço e então ele vem com o papo de “quero conversar”. E até mesmo no sonho eu estava estressada, digo que não temos nada pra conversar, e mesmo assim ele insiste até que resolvo escutar o que ele tem pra dizer... A partir daí não lembro o que ele falou. Mais algumas coisas nesse sonho me chamaram atenção. Ele estava completamente diferente da última imagem que tenho dele vivo. Estava mais magro, mais feliz, mais radiante, com um brilho diferente no olhar que não consigo entender. Estava vestido com uma camisa branca com listras azuis, mas por baixo da roupa eu percebia que tinha uma espécie de bandagem na altura do estômago.
Pensando nisso agora, provavelmente ele está fazendo algum tratamento no plano espiritual e ao poucos encontrando a paz de espírito que ele não teve aqui, enquanto estava encarnado. E foi estranho, porque ontem voltei a estudar a doutrina espírita por conta própria. Estou lendo a biografia de Chico Xavier e tentando fazer com que o Evangelho no Lar seja uma prática corriqueira aqui em casa. Espero ter força para não sucumbir... A minha fé é muito instável e mesmo sabendo que existe vida após a morte, reencarnação, etc., tenho sempre a sensação de que falta algo. E é justamente esse algo que me impede de ser disciplinada na fé como sou em outros setores da minha vida.
Beijos
Aninha M.P.
quinta-feira, 29 de julho de 2010
As manhãs andam sem graça e de muita chuva aqui em JP. Apenas a conferência de abertura da ANPUH me fez enfrentar a tempestade que cai nessa cidade desde de quarta da semana passada. Como se não fosse suficiente a tempestade que abrigo em meu peito.
Cansei das palavras, elas já não conseguem mais me acalmar.
A cada minuto que passa novas perguntas se formam e a busca por respostas já não me interessa. A pouco tempo atrás desisiti de buscá-las, não adianta mais... Essa busca só me faz mal e como não existe um poço mais fundo do que já estou, concentro-me em apenas respirar e não maltratar ninguém ao meu redor com minhas crises de humor. Drª Mary falou que se "o bicho pegasse" poderia ligar pra ela a hora que quisesse, mas estou me controlando. Por mais que a terapia tenha se mostrado um porto seguro nessas minhas muitas loucuras, as vezes tenho medo de ficar dependente, e definitivamente não quero isso...
Tenho que aprender a conviver mais comigo!
Fui comunicada que a reunião pedagógica da faculdade foi cancelada, então já troquei minha passagem e só volto pra casa domingo. Espero que a chuva lá fora e aqui dentro dê uma tregua e finalmente faça um dia de SOL.