Caio Fernando Abreu.
segunda-feira, 26 de abril de 2010
Porque hoje acordei triste, triste assim...
É porque ando triste, ando triste demais”
(Maysa*)
Definitivamente não sei como sair desse desânimo/tristeza/fundo do poço/final de careira, etc e tal. Sabe aquela sensação de que tudo que você fez até hoje foi em vão? Que as pessoas que te cercam só estão contigo por segunda e terceiras intenções e que na primeira oportunidade vão te sacanear? Pior do que isso, aquela certeza que o universo todo anda conspirando contra os teus projetos, e que, por mais que você faça e dê o seu melhor, nada disso vai adiantar porque sempre vai aparecer um filho da puta para puxar o teu tapete e você vai ficar com cara de palhaço sem ação para revidar?
Pois é senhores/as e senhoritas, é exatamente assim que estou me sentindo desde terça passada quando soube que fui apunhalada pelas costas por uma pessoa que considerava “amigo de todas as horas”. No dia fiquei super arrasada, chorei muitos litros de tristeza por tamanha decepção e não consegui dormir que prestasse planejando uma forma de vingança – morte lenta, cruel e dolorosa que só uma leonina rancorosa como eu seria capaz de arquitetar. Mas a razão veio à tona – afinal de contas, estou pagando uma psicóloga pra quê? – e decide que quero ter uma conversa olho no olho (tão logo esteja pronta para não chorar) com esse individuo de alta periculosidade e tentar entender a mente perigosa por trás desse ser, no mínimo, imundo que atende pelo apelido de Gigante.
Em outros tempos, simplesmente mostraria a ele o meu pior defeito – o desprezo que sou capaz de nutrir por criaturas da espécie dele. Hoje um pouco mais “evoluída”, darei a oportunidade para que ele se explique, e tente me convencer que não agiu de má – coisa que acho que será muito pouco provável, tendo em vista as provas cabais do crime de apunhalada pelas costas ter sido presenciada por uma amiga (essa sim de verdade) que trabalha no Butantã (leia-se coordenação de história e geografia da UFCG).
* Minha musa inspiradora nesses dias de fundo do poço.
Aninha M.P.
Ps: Estou precisando urgente de um banho de sal grosso, ou de uma sessão de descarrego milagrosa pra ver se as coisas melhoram, pois do jeito que anda, não vou nem querer estar viva quando começar meu inferno astral.
domingo, 25 de abril de 2010
Voltei...
Quanto às “farras” elas foram bem controladas, não por falta de dinheiro, mas porque todos os meus amigos estão atolados de trabalho ou procurando emprego, ai fica complicado ficar chamando todo mundo pra sair. Pelo menos eles puderam almoçar comigo durante a semana o que já foi muito bom.
Não houve praia nenhum dia, porque só gosto de ir no final da tarde e por incrível que parece o único dia que não choveu a tarde, foi o dia que amanheci aleijada – tenho um joelho podre.
Então, fazendo o balanço da semana foi razoável. Almoço com meus amigos todos os dias, cinema – o filme de Chico Xavier é ótimo (chorei litros e litros e ri bastante também!) e noites de tranqüilidade na sala do apto assistindo filmes com a minha irmã e meu cunhadinho querido (Coco, antes de Chanel vale super a pena ver, principalmente pelas reflexões que o filme trás à tona sobre casamento e relacionamentos, especialmente se a pessoa, assim como eu, tem uma certa aversão sobre o tema.. rs).
Teve uma coisa desagradável, mas talvez conte em outro post... Não quero lembrar dessa ia a JP por esse “acidente de percurso” com pessoas “queridas”.
sábado, 17 de abril de 2010
On the Road
Adoro viajar. Nem acredito como Deus providenciou tudo direitinho. Semana que vem tem um feriado na quarta, algumas semanas atrás tive que substituir uma professora e posso faltar na terça (oh sorte!) e uma paralisação das instituições de ensino particular do estado da Paraíba na sexta \o/. Então, a faculdade com medo de represálias dinheirí$tica$, resolveu acatar a decisão. Resultado: Aninha está com a passagem compradíssima na sua cadeira da sorte (7) no primeiro busão do domingo (7 da manhã) rumo a capital da província, vulgo João Pessoa.
Tudo bem que estou indo resolver a questão da entrega da dissertação e dar entrada no pedido do diploma na UFPB, mas como não sou de ferro, nada impede que existam embalos de terça, quinta e sexta à noite, de quarta à tardinha na praia, cinema nas horas vagas, almoço no bom e velho Coelho’s e muita conversa com os amigos que estão por lá. Nem vejo a hora de saber todos os babados nos últimos meses. Ai, já estou toda serelepe aqui.
Porém, agora vem a parte chata de toda viagem... Arrumar as malas.
Ah! E não custa nada pedir a São Pedro uma forcinha para não chover nessa semana que vou passar em Jampa, porque as coisas ficam mais complicadas, e meu espírito de aventura é um chato! (ODEIO pegar ônibus – lotado e com chuva – ninguém merece).
Energia positiva pra mim, please!
Bom final de semana pra todos e aproveitem a vida!
Aninha M.P.
sexta-feira, 16 de abril de 2010
H1N1... uma roubada!
Que porra de vacina é essa? Estou com meu braço pesando uma tonelada, com o corpo moído, com um pouco de febre e ainda tenho que ir pra sala de aula hoje. É por essas e outras que ODEIO injeção, remédios, médicos, enfermeiros, dentistas e fisioterapeutas. Definitivamente os homens e mulheres de branco só são bem vistos por mim que estou com algum problema de saúde, no mais, passo léguas de distância de um.
E o pior de tudo é que não queria ter tomado essa vacina (não pretendo “pegar” essa gripe horrorosa), mas fui quase obrigada – leia-se obrigada mesmo – pela direção da faculdade que ensino. Então ontem à tarde fui ao posto e aplicaram a injeção. Na hora não doeu, nem parecia que tinham furado meu pobre bracinho. No entanto, à noite, quando voltava da reunião, meu braço estava parecendo uma bola, e para tirar a roupa foi um suplício. Na hora de dormir tive a real noção de que estava FERRADA, pois não conseguia encontrar uma posição para o meu braço. Depois de intermináveis minutos consegui dormir. Porém, quando acordei hoje estava com frio e uma sensação desagradável de dor no corpo comparável à época que tive dengue. Quase não conseguia preparar a aula de hoje e agora que estou de saída, nunca rezei tanto para que os alunos façam “greve” e faltem a aula... (sei que isso não vai acontecer)
segunda-feira, 12 de abril de 2010
Porque acordei assim... Confusa
"Não houve aquele momento em que você pode decidir se vai em frente, se volta atrás, se vira à esquerda ou à direita. Se houve, eu não me lembro. Tenho a impressão que a vida, as coisas foram me levando. Levando em frente, levando embora, levando aos trancos, de qualquer jeito. Sem se importarem se eu não queria mais ir. Agora olho em volta e não tenho certeza se gostaria mesmo de estar aqui. Só sei que dentro de mim tem uma coisa pronta, esperando acontecer. O problema é que essa coisa talvez dependa de uma outra pessoa para começar a acontecer.”
(Caio Fernando Abreu)
sexta-feira, 9 de abril de 2010
Nos dias em que sou cinza...

O desânimo vem com toda a sua força
A vida fica sem cor
A música não tem melodia
A letra não faz sentido
Tudo fica em suspense
Não existe nada, só essa dor no peito
Esse nó na garganta
Essa saudade que não passa...
Tudo isso
Dizendo o quanto você é limitado,
O quando a vida é ridícula e má
E como ela um dia acaba.
Aninha M.P.
quarta-feira, 7 de abril de 2010
Alegria de pobre dura pouco
Nunca tinha dado muita bola para o sábado. Era um dia da semana como outro qualquer... Só que depois que comecei a trabalhar, ele passou a ser o dia mais aguardado da semana. Porque é nesse dia que faço tudo o que mais gosto, dormir, assistir minhas séries favoritas, ouvir música até cansar, ler meus livros preferidos, passar horas no telefone com os amigos que estão longe e por ai vai...
Imagina a sensação de acorda hoje (quarta-feira) pensando que era sábado e que poderia ficar na cama mais tempo porque não tenho nenhuma responsabilidade?! Mas no mesmo instante Tico e Teco resolvem funcionar e me lembrar que hoje ainda é quarta, que tenho aula para preparar, que é na pior turma da faculdade, que é o assunto mais chato da fase da Terra, que estou cansada pra Cara***, que não estou com um pingo de estimulo, que o meu salário (com aumento) só vai ser depositado na sexta, que passarei mais três dias completamente lisa...
Meu Deus, porque alegria de pobre dura tão pouco? Até na música de Bethânia ela demora o carnaval inteiro, e hoje ela não passou de ledos segundos...
Esse mundo é realmente injusto.
Só que tenho que parar com as lamentações, tenho uma aula pra preparar...
segunda-feira, 5 de abril de 2010
Neuroses à parte, sempre temos uma pergunta sem resposta...
Que eu sou neurótica, eu já sabia. E acho que minha maior neura seja buscar resposta pra tudo... E por mais mal-sucedida que isso possa soar, tendo em vista a quantidade alarmante de perguntas sem resposta, sempre tenho mais perguntas a fazer. E mesmo que o comercial da Futura diga todos os dias que “são as perguntas que movem o mundo”, pelo menos de vez em quando é bom ter respostas... Mesmo que com o passar dos tempos elas não sejam as mais “corretas”.
E nesse momento me pego pensando “o que a pessoa faz quanto uma idéia se fixa no quengão, e mesmo com todas as atividades do dia-a-dia, ela sempre volta para nos azucrinar?”