Sei que tenho várias respostas para as perguntas que me faço. Às vezes até falo em voz alta para outras pessoas com as quais tenho algum vinculo. Respostas estas que estão sempre mascaradas, pois não sou de entregar o ouro ao bandido de mão beijada. Nessas ocasiões fica claro pra mim o quanto sou autodestrutiva e apática aos problemas alheios, mas não me culpo por isso, são/fazem parte do que sou e ponto. Quem estiver esperando palavras de conforto e etc, só lamento, não sou e não sei fazer isso. O máximo que posso fazer é oferecer o ombro para as lamentações... Palavras, definitivamente não saem. Se quiser entender isso como insensibilidade que seja, pois a entendo como “preservação” do caos humano, que por vezes me visitam também.
Ainda não senti a necessidade de mudar e nem sei se será possível mudar algum dia. Algo me diz que a essência permanece a mesma, apesar de. Mais que essência é essa? Não sei. E porque alguns comportamentos que tenho são tão nocivos aos olhos alheios que fazem questão de afirmar a necessidade de mudar? E lá vamos nós com a sucessão de perguntas sem respostas aparente e inaparentes (existe essa palavra?)...
Filosofias de mesa de bar a parte, o feriado até que foi legal. Teve Estudo de Campo com a turma de Serviço Social. Dei muita risada, tirei zilhões de fotos, conheci muita gente boa e tive uma conversa “reveladora” com uma aluna que tem pensamentos sobre fé, religião e tudo mais, muito próximas das minhas próprias. E achei interessante porque ela é católica praticante e tem coragem de enxergar o lado negativo da igreja (instituição dirigida por homens) e das religiões como um todo...
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Hoje, enquanto conversávamos, tive a impressão de que você sabe muito mais de mim do que mesma sei... E isso incomodou deveras. Segredos guardados a sete chaves visualizados por terceiros não é uma coisa muito segura. E fiquei com uma senhora pulga atrás da orelha. Como devo me comportar agora?