"...depois de todas as tempestades e naufrágios o que fica de mim e em mim é cada vez mais essencial e verdadeiro"
Caio Fernando Abreu.

domingo, 27 de janeiro de 2013

Já cantava O Teatro Mágico: "Esse mundo não vale o mundo, meu bem!"

Caríssimo dia 27/01/2013, se a sua intenção era lembrar a fragilidade dos seres humanos, posso garantir que a lição foi cumprida com êxito. Tu já vai indo embora deixando um rastro de cicatrizes, sequelas e mortes não só nas 245 famílias, mas em todas as famílias brasileiras que acabaram por assistir essa tragédia de braços cruzados, com lágrimas e aperto no coração. Afinal, podia ser qualquer um: eu, meu amigo, meu colega, meu primo...

Gostaria muito de acreditar que isso ficará como exemplo para que não se repita outras tragédias. No entanto, num país como o Brasil é quase certeza de que outras virão. E não se trata de falta de fé. Por mais que se queira acreditar, todo nosso histórico mostra justamente a confirmação do óbvio, nós nos perdemos e a irresponsabilidade e a ganância prevalecem...

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Afinal, a vida tem dessas coisas, vez por outra...





É tão estranho/gratificante reler texto que foram escritos a dois, três anos atrás. Em certa medida eles revelam o quanto você cresceu, amadureceu e aprendeu com o tempo. Mostram como certos problemas deixaram de ser prioridades.. Como certas pessoas, sentimentos, também deixaram de ser...
Que coisas, sentimentos e pessoas antes impensadas, podem muito bem fazer parte do seu cotidiano e que a simples ausência deles, hoje, parece surrealmente cruel.
Ao mesmo tempo que mostram que tem coisas que nem o tempo e a distância vão deixar de fazer parte do que você é. Que mesmo estando em Cajazeiras, Tóquio ou Nova York, continuam com/e sendo parte de você.
Textos que mostram que até as situações limites, aquelas que te fazem perder a cabeça, rasgar o coração, que te machucam pra c@r@!%0 podem ter – e tem, tempos depois - um lado não mais “cruel”, e passam a ser encarados como ”A” lição. Lição que aperfeiçoa o aprendiz. Que o torna mais resistente as porradas que a vida dá.
Foi muito bom revisitar esses sentimentos e situações que em momentos outros foram sentidos e vividos com a intensidade que a minha cabeça na época imaginava ser a correta - leia-se: com drama mexicano, típico de uma leonina. E mais gratificante ainda foi notar o quanto mudei em muitas coisas - em outras, nem tanto...
Meu mundo paralelo vai continuar aqui, guardadinho, para ser revisitado sempre que necessário for. Em dias de cinza, em dias de loucuras doces, enfim, nos dias que der saudade...


Ps: depois de tanto tempo, e de muitas mudanças, resolvi voltar... Aos poucos, pra não assustar...