"...depois de todas as tempestades e naufrágios o que fica de mim e em mim é cada vez mais essencial e verdadeiro"
Caio Fernando Abreu.
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sábado, 9 de outubro de 2010

"Se você olha pra mim, se me dar atenção..."


Ontem fui para a festa de comemoração dos 7 anos da instituição que trabalho e que também comemorava a aprovação dos cursos de medicina e psicologia pelo MEC. A minha felicidade foi maior quando anunciaram que a apresentação principal seria Renata Arruda. Sempre gostei do som dela e nunca tinha tido oportunidade de vê-la cantar em JP porque sempre acontecia alguma coisa na hora H...

Então ontem depois da aula fui para a festa. Chegando lá meus alunos estavam e meus amigos. Fico com meus amigos a uma boa distancia do palco conversando bobagens quando a Naja Mor e a Primeira Dama chegam (momento desagradável). Como ninguém desconfia da minha “inimizade” não declara à Naja, simplesmente faço de conta que não os vi. A primeira dama veio falar comigo, conversamos amenidades, até mesmo porque ela não tem nenhuma culpa no incidente protagonizado pelo seu “marido”.

Só que infelizmente quando não gosto de uma pessoa sou muito má! Não perdi a oportunidade de rir (interiormente) das mancadas e babaquices da cobra venenosa. Ele deve ter algum distúrbio mental, pois é inconcebível uma pessoa quase sexagenária dançar como os adolescentes que estavam na festa. Tenho certeza ABSOLUTA que hoje ele não vai conseguir se levantar da cama e por um momento adoraria ser uma mosca para presenciar a cena (o veneno escorrendo pela boca)... Mas enfim, vamos ao show propriamente dito...

Antes da atração principal teve uma “bandeca” de “pagode” muito do FULEIRO que só poderia ser da cidade de Sousa, cujos detalhes não vou me ater.

No intervalo entre uma e outra atração, vejo um grupo de alunos passando do nosso lado, falo com eles, mas uma ex-aluna que sei que é lésbica deu em cima de mim descaradamente – detalhe: ela estava acompanhada. Fiquei super constrangida pois as pessoas do meu grupo não sabem da minha orientação sexual. Sei que devo ter mudado de cor, olhei toda desconfiada para ver se alguém tinha notado... Achei que não e fiquei na minha. (Tenho absoluta certeza que a intenção dela era comprovar se eu sou ou não lésbica, uma vez que sou discreta, afinal Cajazeiras é um ovo e as línguas maldosas são hábeis em destilar veneno)

Quando Renata Arruda resolve aparecer no palco (00:30) eu e a torcida do Corinthians já estávamos cansados de esperar. Alguém deveria ter dito a ela que amanhã é sábado e todos os mortais têm que trabalhar se quiserem sobreviver... Metade dos meus amigos já tinham ido embora e eu não estava muito afim de ficar com o povo esquisito da FSM. Imploro a minha prima Luana pra ficar pelo menos até ela cantar as músicas que me fizeram ficar até aquela hora.

Vamos para perto do palco onde tinha pouca gente. Outros amigos se juntam a nosso e ficamos prestando atenção aos detalhes do show. Então eis que a minha ex-aluna surge no nada. Ela manteve a mesma estratégia, só que dessa vez sustentei o olhar e pude notar que a “namorada” dela viu TUDINHO! Ela (minha ex-aluna) ficou ruborizada e saiu de perto...

Saldo na noite: notei que não apareceu nenhum rosto novo na praça; a pirralhada continua bebendo como se amanhã não fosse mais ter cerveja no mundo; briga de mulher é a coisa mais emocionante na fase da terra; o Butantã estava em peso na festa, mesmo com toda a rivalidade com a FSM; a esposa da minha chefinha é uma gatosa (como todo respeito!); Renata Arruda não mudou o seu repertório; e eu continuo maldosa e venenosa como sempre, além de ter chegado a conclusão de que estou ficando velha para determinadas coisas, tipo: trabalha o dia todo e a noite ir para uma festa. É, a idade é FODA! =P