Fazer terrorismo na hora da prova é a melhor coisa, mas ser a responsável pelo maior King Kong da paróquia, não é. Ontem apliquei prova numa das minhas turmas de Serviço Social, após o terrorismo básico e algumas ameaças – de morte – para os alunos que deixaram para reposição, finalmente “relaxo” e fico aguardando os meninos terminarem a prova.
Então eis que o inesperado acontece. Alcir entrega a prova e o rascunho. Como faço com todos os rascunhos, rasguei. Detalhe: na verdade o que “destruí” foi a PROVA dela. Foi patético. Quando ela notou o que eu tinha feito mudou de cor, de aparente brancura passou rapidamente para azul. Recuperadas do choque lá fui eu fazer a única coisa que me competia naquele momento. Pedi para que ela fosse atrás de durex enquanto ficava na sala “montando” a prova ao som da risada da galera me soando...
A pobre criatura teve que refazer a prova todinha. Começou na sala dela e terminou na sala dos professores. Quando recebi de volta, pedi mil desculpas e falei que estava devendo uma pra ela – que não poderia ser convertido em “ajuda” na prova. Com um sorriso amarelo falou que não tinha nada, que graças a Deus tínhamos notado o equívoco na hora (Sorte dela, diga-se de passagem!).
Moral da história, a partir de ontem não vou mais rasgar rascunhos para evitar futuros problemas.
