"...depois de todas as tempestades e naufrágios o que fica de mim e em mim é cada vez mais essencial e verdadeiro"
Caio Fernando Abreu.

domingo, 25 de dezembro de 2011

E CHOROU. COMO SE CHORANDO PUDESSE RESOLVER SEUS PROBLEMAS. NO FUNDO SABIA QUE NÃO RESOLVIA, MAS QUANDO SE PERMITIA, SEU LADO RACIONAL DAVA VAZÃO AO SEU LADO SENTIMENTAL, TANTAS VEZES COLOCADO DE LADO.

NESSE MUNDO CAÓTICO, JUSTIFICAVA ELA, NADA MAIS NATURAL E NORMAL DO QUE SER UMA PESSOA DESPROVIDA DE SENTIMENTOS. PENSAVA QUE SENTIMENTOS SÓ ATRAPALHAVAM E O MUNDO ERA MESQUINHO DEMAIS PARA SE PERDER TEMPO E ENERGIA COM PESSOAS QUE NÃO TINHAM NADA A ACRESCENTAR.

NO ENTANTO, PARA QUEM A CONHECIA DE VERDADE, ISSO TUDO ERA SÓ UMA FACHADA. ELA ERA UMA DAQUELAS PESSOAS QUE CONSEGUIAM CHORAR ATÉ COM COMERCIAL DE MARGARINA. NÃO PRECISAVA JOGAR A CULPA NA TPM OU QUALQUER COISA.

ELA ERA MESMO ESSE MISTO DE EMOÇÕES CONTRADIDÓRIAS QUE A TORNAVA INVIAVELMENTE INCONSTRANTE DEMAIS PARA SE CHEGAR A UMA CONCLUSÃO ABSOLUTA. ATÉ MESMO PARA ELA.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

É que as vezes cansa...

Cansa porque parece que todas as suas forças foram desperdiçadas sem que nada tenha valido a pena. Ai vem o desespero, a ansiedade, a tristeza... Depois vem o remoço, o cansaço, a indiferença e a raiva por ter perdido tanto tempo numa coisa que não faz o mínimo de sentido (concreto ou abstrato)

E vem aquela vontade de jogar tudo pelos ares. Mandar todo mundo ir tomar no cú mesmo!!, sem cuspe, com caco de vidro, areia e brita.

No entanto, vou só ali fazer as pazes com o mar. Quem sabe eu volte, ou não...

domingo, 26 de junho de 2011

E hoje deu uma saudade de voltar... Meio sem explicação (ou não).
Ando meio ausente e não tenho justificativa, apenas não estou com vontade de verbalizar as coisas que andam se passando aqui dentro. Mas estou bem, e é isso o que importa. Estou contando os dias para as férias. Ver o mar sempre me relaxada (pena que 500 km nos separe).
Bom, vou indo. Apareci também para dizer "Estou viva!"

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Com muita raiva

Odeio injustiça com todas as forças da minha alma, e a odeio mais ainda quando elas acontecem comigo. Como boa leonina que sou, tenho vários problemas para reconhecer autoridade e para receber ordens, mas na minha profissão é impossível não as receber.

Para evitar problemas, busco a todo custo fazer meu trabalho sem que seja “necessário” receber nenhum “carão ou patada”. Só que hoje foi meio que a gota d’água, o desaforo da dita coordenadora de SS – chamar minha atenção por telefone – foi simplesmente incompreensível, diria mais: INSUPORTÁVEL.

Terei uma conversa cara-a-cara para perguntar qual o problema dela em relação a mim. Sinceramente, estou de saco cheio de muita coisa que anda acontecendo e dessa vez não vai dar pra ficar calada. Vou colocar a boca do trombone e falar umas verdades.

Estou com tanta raiva que ta difícil até de escrever esse texto com nexo.

Outra hora volto com calma (espero)

domingo, 24 de abril de 2011

PRESSÁGIO

E depois de tudo, fez o que as pessoas fazem com a ausência: resignou-se. A ela só restava esperar. O quê, não sabia, mas esperava. Como se isso fosse o único laço que a mantinha pressa a uma realidade – surrealmente – cruel, cortante, aterradora.

Só não contava com um elemento surpresa. Um telefonema no meio da tarde, um convite irrecusável e uma viagem inesperada. Novos rumos a serem seguidos.

Finalmente deixaria para trás o passado e seguiria em frente, levando consigo uma mochila e a esperança de dias melhores (para sempre!).


Obs: Desculpem o clichê, mas estou sentindo que algo muito bom me aguarda.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Porque as máscaras sempre caem..

Confesso que já coloquei muitos diálogos protagonizados pela minha pessoa e pela minha irmã. E confesso também que daria tudo para ter sido a protagonista desse, mas infelizmente não fui (e pior ainda, nem presenciei, mas...) estou com a alma lavada – mesmo que minimamente.
Para ajudar a visualizar o “conteúdo” explicito e implícito do diálogo que se segue, algumas explicações se fazem necessário.
Imagine aquela pessoa pela qual você nutre os piores sentimentos que a raça humana é capaz de sentir. Agora eleve (?) esses sentimentos ao quadrado. Elevou? Pois bem AC é uma pessoa completamente desprezível, é o que um amigo muito bem definiu como sendo uma “alma sebosa”.
Essa criatura foi capaz de infernizar com a amizade do nosso grupo de universidade simplesmente porque não conseguia “acompanhar” o nosso progresso e achou que os nossos amigos – que eram amigos dele antes da gente aparecer – estavam deixando ele de lado das farras (que foram muitas e muito boas). Para tanto, ele começou a contar mentiras, as mais estapafúrdias a nosso respeito (que só uma mente completamente desequilibrada pode inventar) para acabar com a nossa amizade. Mentiras que ganharam tantos contornos e “versões” que foi impossível provar a culpa desse sujeito.
Para resumir a obra: ainda hoje temos muitos mal-entendidos para serem resolvidos e nunca mais – depois que a gente se formou – conseguimos juntar a mesma turma. Minha irmã e eu (não sendo tão evoluídas como gostaríamos) não falamos mais com esse verme – a ele todo o nosso desprezo, amém!
Foi por causa dele e das mentiras espalhadas que deixei de freqüentar a Comissão Pastoral da Terra e fazer uma das únicas coisas que me aproximavam do famoso “próximo” que Jesus tanto falou – eu fazia palestras nos assentamentos da reforma agrária – sobre história das lutas camponesas; relações de gênero, agricultura familiar – e me sentia muito bem com isso. Era uma forma de compartilhar meu conhecimento intelectual com pessoas que não tinham como ingressar na universidade (agricultores, pequenos pecuaristas, as suas mulheres, etc), mas que ao mesmo tempo muito me ensinaram com os conhecimentos do dia-a-dia da luta por uma vida digna.
Então eis que se segue a história de hoje.



Data: 17/04/2011
Local: Ônibus da Guanabara, sentido João Pessoa/Cajá-Rock-city
Personagens envolvidos: A2 e AC.
Testemunhas: o pessoal da CPT, alunos da UFCG, passageiros do ônibus, motorista e o cobrador.


Como ela tem rinite alergia e outras tantas “ites”, toda viagem feita no ar condicionado ela fica toda empacotada e com máscara. Notando que AC havia entrado no busão em Campina Grande, ela resolve literalmente não enxergar o verme.
Nesse período de 6h e meia ela não dirige em nenhum momento a palavra ou qualquer coisa que seja.
Depois de longas 8 horas dentro de um ônibus velho, lotado e de uma BR que está caindo os pedaços (230), finalmente minha irmã visualiza da city. Ela começa a juntar os “cacarecos”.


AC em pé, ao lado da minha irmã: A2 tire a máscara, ta na hora.


A2 que até esse momento havia ignorado completamente AC: Primeiro você. Porque essa eu tiro e aparece meu rosto, já você...


Silêncio no ônibus.


Motorista e cobrador visivelmente constrangidos avisam: Chegamos ao nosso destino.


AC desce do ônibus com a platéia de novos “amigos do peito” que são completamente submissos a ele.


A2 segue feliz e satisfeita para o conforto do seu lar.



E Ana? Encontra-se completamente satisfeita de ter ensinado direitinho a sua irmã como se defender do MUNDO.. rs


E não, o veneno não ta escorrendo.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Abril - Adriana Calcanhotto

Sinto o abraço do tempo apertar
E redesenhar minhas escolhas
Logo eu que queria mudar tudo
Me vejo cumprindo ciclos, gostar mais de hoje
E gostar disso
Me vejo com seus olhos, tempo
Espero pelas novas folhas
Imagino jeitos novos para as mesmas coisas
Logo eu que queria ficar
Pra ver encorparem os caules
Lá vou eu, eu queria ficar
Pra me ver mais tarde,
Sabendo o que sabem os velhos
Pra ver o tempo e seu lento ácido dissolver o que é concreto
E vejo o tempo em seu claroescuro
Vejo o tempo em seu movimento
Me marcar a pele fundo, me impelindo, me fazendo
Logo eu que fazia girar o mundo,
Logo eu, quem diria, esperar pelos frutos
Conheço o tempo em seus disfarces, em seus círculos de horas
Se arrastando feito meses se o meu amor demora
E vejo bem tudo recomeçar todas as vezes
E vejo o tempo apodrecer e brotar
E seguir sendo sempre ele
Me o tempo todo começar de novo
E ser e ter tudo pela frente


Não sei vocês, mas tem músicas que aparecem e parecem terem sido feitas para o momento em que estamos vivendo. E essa bela letra traduze exatamente o meu momento. Momento de recomeçar e ser e ter tudo pela frente...

terça-feira, 22 de março de 2011

"Não sou escravo de ninguém"

Eu tenho o problema sério com questão de autoridade. Simplesmente ODEIO RECEBER ORDENS! Quer me deixar fora de mim?! Me dê ordens. Felizmente vocês não podem me ver, mas estou tão possessa de raiva que já até visualizei minha mão no pescoço da coordenadora de ADM. Quem aquela vaca acha que é pra dizer o que eu faço ou deixo de fazer dentro ou fora da sala de aula. Sinceramente, tive uma vontade de mandá-la ir se fuder (sem cuspi, com areia, brita e caco de vidro) E lembrá-la de que EU NÃO SOU OBRIGADA A NADA e que se quiser algum favor é só PEDIR que talvez eu faça. Tudo bem que irei aplicar as reposições no sábado a tarde, mas não vou fazer isso para nenhum professor por OBRIGAÇÃO ou porque sinhá fulana MANDOU.


E só para lembrar ainda NÃO RECEBI O SALÁRIO DE FEVEREIRO!!


Música do dia: “Não sou escravo de ninguém/ Ninguém, senhor do meu domínio/ Sei o que devo defender...”

sábado, 19 de março de 2011

Como fazer terrorismo_ou_Rasguei tua prova!

Fazer terrorismo na hora da prova é a melhor coisa, mas ser a responsável pelo maior King Kong da paróquia, não é. Ontem apliquei prova numa das minhas turmas de Serviço Social, após o terrorismo básico e algumas ameaças – de morte – para os alunos que deixaram para reposição, finalmente “relaxo” e fico aguardando os meninos terminarem a prova.


Então eis que o inesperado acontece. Alcir entrega a prova e o rascunho. Como faço com todos os rascunhos, rasguei. Detalhe: na verdade o que “destruí” foi a PROVA dela. Foi patético. Quando ela notou o que eu tinha feito mudou de cor, de aparente brancura passou rapidamente para azul. Recuperadas do choque lá fui eu fazer a única coisa que me competia naquele momento. Pedi para que ela fosse atrás de durex enquanto ficava na sala “montando” a prova ao som da risada da galera me soando...


A pobre criatura teve que refazer a prova todinha. Começou na sala dela e terminou na sala dos professores. Quando recebi de volta, pedi mil desculpas e falei que estava devendo uma pra ela – que não poderia ser convertido em “ajuda” na prova. Com um sorriso amarelo falou que não tinha nada, que graças a Deus tínhamos notado o equívoco na hora (Sorte dela, diga-se de passagem!).


Moral da história, a partir de ontem não vou mais rasgar rascunhos para evitar futuros problemas.

sábado, 12 de março de 2011

QUE ACONTEÇA...

Faz um tempo que venho regularmente no blog com o intuito de ter um ataque de criatividade ou coisa que o valha. Já li muito do que escrevi ano passado. Ri. Chorei (“são tantas emoções”). Mas parece que nada mudou de fato. Nada no sentido de ter o que falar. Até bem pouco tempo atrás o passado era meu principal problema, basicamente ele vivia comigo 24 horas por dia. Hoje, no entanto, o futuro é o que mais anda me preocupando. E os dois - passado e futuro - estão fazendo com que essa cabeça dura aqui fique em estado de “suspense”, ou melhor, estado de inércia, sem coragem para tomar alguma atitude que melhore ou piore a situação. E digo isso, não porque quero que o pior aconteça. A única coisa que quero é QUE ACONTEÇA alguma coisa, qualquer coisa e “o quê?” nem tem tanta importância assim... (o tenha, vai saber...)

Ultimamente ando bem confusa. E você, provavelmente nem estar entendo o que bulhufas quero dizer com esse amontoado de palavras que aparentemente não possuem o menor nexo (que talvez vá fazer algum sentido, algum dia que voltar aqui e reler. Enfim...). Mas para te consolar, também não sei e não entendo nada, e olha que sou EU que estou falando, se fosse qualquer outra pessoa, talvez tivesse mais competência para se expressa.

Até minha capacidade expressão entrou em momento de “ponto morto“, ou como falou Caio Fernando Abreu, entrou em um momento de “ciclo seco”. E põe seco nisso.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Resmungo

Já faz bastante tempo desde a última postagem. Sei que ando em falta com muita gente, mas acreditem, sempre que tenho tempo leio o blog de vocês (apesar de não comentar).

2011 começou pior do que o final de 2010, minhas férias foram as piores de todos os tempos, e a ânsia de encontrar "culpados" me consumiu por inteira. Não tinha assunto (não mudou muita coisa de janeiro pra cá), exclui o orkut, só entro no MSN offline para não ter que conversar com quem não estou afim, diminui drasticamente as minhas horas na internet, aumentei minha carga de trabalho para fugir dos meus problemas (que não irei falar no blog). Ou seja, em termos profissional a minha vida ande bem. Já não posso dizer o mesmo da minha pessoal que anda um caos... Falo da minha incompetência para lidar com os seres humanos... Dessa sensação horrorosa de abandono...


Enfim, continuo sem novidades boas para contar aqui. Não sei quando as terei (queira Deus que seja logo)...

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

LOUCURAS (parte VI), ou aonde anda o papagaio...

Sábado assistindo a posse da nossa primeira presidenta, depois de ouvir o hino Nacional quatro vezes no mesmo dia e em menos de duas horas, lembrei de uma conversa descontraída que tive com alguns amigos na abertura de um evento de História. Segue-se o diálogo.


Cenário: Auditório da Reitoria

Evento: Encontro Estadual de História

Envolvidos: Cabeção; Carlos Adriano, Ás e Ana.


Com quase uma hora de atraso o evento tem inicio. São chamados a mesas os professores do curso de História da UFPB, o Reitor e a presidente da Anpuh. Feito as devidas apresentações dos membros, dar-se inicio a execução do hino Nacional. Como é de praxe, após a primeira parte, a grande maioria dos presentes se sentam achando que tinha acabado. E para constrangimento geral da platéia, o hino segue até o final. Do nada Carlos Adriano sai com a pergunta.


Carlos Adriano: Qual a parte do hino que vocês mais gostam?

Ás: Da parte dos bosques

Cabeção: O hino todo é muito bonito, apesar de ser um plágio.

Ana (viajando na maiosene): Eu gosto da parte do papagaio...

Carlos Adriano faz cara de interrogação enquanto os outros ficam olhando incrédulos para a minha cara de pau.

Vendo a reação de Carlos Adriano, e supondo (tenho certeza) que ele estava cantando o hino mentalmente para encontrar o papagaio, resolvo ser boazinha e revelar a parte do papagaio..

Ana: Gente a parte do Louro (E DIGA O VERDE-LOURO DESSA FLÂMULA)

Todos: kkkkkkkkk... Muito boa!!


Obs: a pessoa conta uma piada para descontrair e ainda tem que explicar, é o fim!