"...depois de todas as tempestades e naufrágios o que fica de mim e em mim é cada vez mais essencial e verdadeiro"
Caio Fernando Abreu.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Reflexões e alucinações de uma mente perturbada


Contabilizando quase uma semana sem dormir que preste, tendo pesadelos de todo tipo e fazendo planos nada sutis - de explodir o mundo -, venho por meio desse, comunicar algumas das conclusões que achei sobre a minha pessoalidade no mínimo contraditória.

1- Minhas mudanças de humor são tão repentinas que pegam até a mim mesma de surpresa. Sabe a Ferrari que vai de 0 a 100 Km/h em 1 seg? É mais ou menos a mesma coisa. (E antes que você pergunte: não sou bipolar, sou doida mesmo!)

2- Passo o tempo todo reclamando de falta de espaço (sou o que se convencionou chamar de pessoa espaçosa) que não nasceu para o “grude” e quando finalmente tenho o espaço tão sonhado e desejado, sinto falta de calor humano. Resultado: continuo reclamando.

3- Tenho uma dificuldade imensa de me relacionar com o mundo lá fora, falo do mundo de carne e osso. Explicando melhor: quando gosto de uma pessoa simplesmente gosto e demonstro o meu gostar, mas quando essa pessoa não me dá o retorno fico chateada e geralmente desapareço. E o inverso também acontece. Quando as pessoas falm que gostam de mim eu fico sem jeito e sumo. Sumo porque acho que não tenho como retribuir, e, assim como espero ser “retribuída”, acho que a outra pessoa também quer... (Enfim, sou DOIDA!)

Tem muito mais coisas de onde saiu essas, só que não pretendo despejar tudo de uma vez só, senão o que será dos futuros post’s...

Ontem a noite baixei o primeiro cd de Ana Cañas – amor e caos - e não é que adorei! Tirando “Esconderijo” e “Pra você guardei o amor” que ela canta com Nando Reis, não conhecia nenhuma outra música. E eis que achei essa música que abre o “disco” e que é a minha cara (de pau bipolar).. rs

A Ana

Composição: Ana Cañas/Alexandre Fontanelli

A Ana disse ontem
A Ana ficou triste
A Ana também leu
A Ana não existe

É a Ana insiste
A Ana não consegue
A Ana inventou
Ela também merece

A Ana é azeda
Mas é doce quando é doce
A Ana é azeda
Mas muito doce quando é doce

A Ana nada sabe
A Ana sempre canta
A Ana me enrola
A Ana me encanta

A Ana se pintou
A Ana não limpou
A Ana que escreveu
A Ana se esqueceu

A Ana é azeda
Mas é doce quando é doce
A Ana é azeda
Mas muito doce quando é doce

Foi a Ana que fez
Foi a Ana que foi
Foi a Ana em fá
Foi
a Ana, foi

A Ana ama
A Ana odeia
A Ana sonha
A Ana canta

3 comentários:

  1. Quem sou eu para contrariar...tbm concordo que vc realmente é doida...rs mas uma adoravel doida...

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  2. rs...
    Estou ligeiramente interessada em você!
    Quanto mais eu leio, mais gosto do seu blog!!
    bjus
    Dika

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