Confesso que já coloquei muitos diálogos protagonizados pela minha pessoa e pela minha irmã. E confesso também que daria tudo para ter sido a protagonista desse, mas infelizmente não fui (e pior ainda, nem presenciei, mas...) estou com a alma lavada – mesmo que minimamente.
Para ajudar a visualizar o “conteúdo” explicito e implícito do diálogo que se segue, algumas explicações se fazem necessário.
Imagine aquela pessoa pela qual você nutre os piores sentimentos que a raça humana é capaz de sentir. Agora eleve (?) esses sentimentos ao quadrado. Elevou? Pois bem AC é uma pessoa completamente desprezível, é o que um amigo muito bem definiu como sendo uma “alma sebosa”.
Essa criatura foi capaz de infernizar com a amizade do nosso grupo de universidade simplesmente porque não conseguia “acompanhar” o nosso progresso e achou que os nossos amigos – que eram amigos dele antes da gente aparecer – estavam deixando ele de lado das farras (que foram muitas e muito boas). Para tanto, ele começou a contar mentiras, as mais estapafúrdias a nosso respeito (que só uma mente completamente desequilibrada pode inventar) para acabar com a nossa amizade. Mentiras que ganharam tantos contornos e “versões” que foi impossível provar a culpa desse sujeito.
Para resumir a obra: ainda hoje temos muitos mal-entendidos para serem resolvidos e nunca mais – depois que a gente se formou – conseguimos juntar a mesma turma. Minha irmã e eu (não sendo tão evoluídas como gostaríamos) não falamos mais com esse verme – a ele todo o nosso desprezo, amém!
Foi por causa dele e das mentiras espalhadas que deixei de freqüentar a Comissão Pastoral da Terra e fazer uma das únicas coisas que me aproximavam do famoso “próximo” que Jesus tanto falou – eu fazia palestras nos assentamentos da reforma agrária – sobre história das lutas camponesas; relações de gênero, agricultura familiar – e me sentia muito bem com isso. Era uma forma de compartilhar meu conhecimento intelectual com pessoas que não tinham como ingressar na universidade (agricultores, pequenos pecuaristas, as suas mulheres, etc), mas que ao mesmo tempo muito me ensinaram com os conhecimentos do dia-a-dia da luta por uma vida digna.
Então eis que se segue a história de hoje.
Data: 17/04/2011
Local: Ônibus da Guanabara, sentido João Pessoa/Cajá-Rock-city
Personagens envolvidos: A2 e AC.
Testemunhas: o pessoal da CPT, alunos da UFCG, passageiros do ônibus, motorista e o cobrador.
Como ela tem rinite alergia e outras tantas “ites”, toda viagem feita no ar condicionado ela fica toda empacotada e com máscara. Notando que AC havia entrado no busão em Campina Grande, ela resolve literalmente não enxergar o verme.
Nesse período de 6h e meia ela não dirige em nenhum momento a palavra ou qualquer coisa que seja.
Depois de longas 8 horas dentro de um ônibus velho, lotado e de uma BR que está caindo os pedaços (230), finalmente minha irmã visualiza da city. Ela começa a juntar os “cacarecos”.
AC em pé, ao lado da minha irmã: A2 tire a máscara, ta na hora.
A2 que até esse momento havia ignorado completamente AC: Primeiro você. Porque essa eu tiro e aparece meu rosto, já você...
Silêncio no ônibus.
Motorista e cobrador visivelmente constrangidos avisam: Chegamos ao nosso destino.
AC desce do ônibus com a platéia de novos “amigos do peito” que são completamente submissos a ele.
A2 segue feliz e satisfeita para o conforto do seu lar.
E Ana? Encontra-se completamente satisfeita de ter ensinado direitinho a sua irmã como se defender do MUNDO.. rs
E não, o veneno não ta escorrendo.
eu até poderia te dizer pra não guardar esse ódio pois ele só fará mal a vc, massssss tem gente na face da terra que são odiosas mesmo.
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