É tão estranho/gratificante reler texto que foram escritos a
dois, três anos atrás. Em certa medida eles revelam o quanto você cresceu,
amadureceu e aprendeu com o tempo. Mostram como certos problemas deixaram de
ser prioridades.. Como certas pessoas, sentimentos, também deixaram de ser...
Que coisas, sentimentos e pessoas antes impensadas, podem
muito bem fazer parte do seu cotidiano e que a simples ausência deles, hoje,
parece surrealmente cruel.
Ao mesmo tempo que mostram que tem coisas que nem o tempo e
a distância vão deixar de fazer parte do que você é. Que mesmo estando em
Cajazeiras, Tóquio ou Nova York, continuam com/e sendo parte de você.
Textos que mostram que até as situações limites, aquelas que
te fazem perder a cabeça, rasgar o coração, que te machucam pra c@r@!%0 podem
ter – e tem, tempos depois - um lado não mais “cruel”, e passam a ser encarados
como ”A” lição. Lição que aperfeiçoa o aprendiz. Que o torna mais resistente as
porradas que a vida dá.
Foi muito bom revisitar esses sentimentos e situações que em
momentos outros foram sentidos e vividos com a intensidade que a minha cabeça
na época imaginava ser a correta - leia-se: com drama mexicano, típico de uma
leonina. E mais gratificante ainda foi notar o quanto mudei em muitas coisas -
em outras, nem tanto...
Meu mundo paralelo vai continuar aqui, guardadinho, para ser
revisitado sempre que necessário for. Em dias de cinza, em dias de loucuras
doces, enfim, nos dias que der saudade...
Ps: depois de tanto tempo, e de muitas mudanças, resolvi voltar... Aos poucos, pra não assustar...
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