Sempre que algo de ruim acontece é que damos o devido valor as pequenas coisas da vida. É sim em tudo na vida. Se estamos num enterro, buscamos lembrar os melhores momentos vividos ao lado daquele pessoa que povoou a nossa vida. Se estamos num hospital, tentamos lembrar dos momentos em que vivemos a vida com toda a intensidade que ela é capaz de oferecer e a gente de sentir. O nascimento do primeiro filho da sua melhor amiga. O final de semana perfeito ao lado da pessoa amada. O melhor show da sua vida...
Hoje quando acordei passei muito tempo na cama sem vontade de encarar o mundo lá fora. Acordei meio cabreira e lembrei dos momentos “negros” vividos alguns anos atrás, mais precisamente em 2005 quando a minha vida deu aquele “boom”. Muitas coisas aconteceram para que eu perdesse completamente o rumo (faltou, literalmente, chão debaixo dos pés).
2005 ano foi sem sombra de dúvidas o pior ano da minha vida. Foi quando descobri que gostava de mulher (na época foi uma descoberta comparável a um bomba atônica no meu emocional), foi ano que meu pai faleceu e o ano que passei 3 meses presa a uma cama e mais 4 fazendo fisioterapia por ter fraturado a rótula e rompido um dos ligamentos do joelho. Ou seja, o período mais trash da minha vida. Mas como nada é em vão nessa vida, tentei, depois de muito choro e desespero, precisei procurar algum lado bom nessa história toda para não pirar.
Quando se passa 7 meses sem poder andar com as próprias pernas e dependendo das pessoas para tudo - por tudo entenda tudo mesmo, desde tomar banho e vestir a roupa até sair de casa para ir na clinica acompanhar a sua recuperação a passo de tartaruga (metafórica e literalmente falando) – o tempo é o seu único aliado ou inimigo, dependendo de seu humor. Lembro que foi nessa época que aboli de vez o uso do relógio. Teve u momento – logo no início - em que olhava para o relógio quinhentas vezes para me certificar que o tempo estava passando. Já notaram que quando estamos refém do tempo tudo parece parar, e a vida da gente fica em suspense? De lá pra cá nunca mais usei relógio e a minha relação com o tempo é sempre muito delicada. Uma relação de amor e ódio.
Porque estou escrevendo isso? Bom, vamos aos fatos...
Faz exatamente uma semana que não tenho nenhuma noticia de Ka. Ela simplesmente desapareceu do mapa. Não entrou mais no MSN, não respondeu as minhas mensagens e nem se deu ao trabalho de entrar em contato comigo. Após passar uma semana inteira (de 6 à 13 de novembro) contando os dias para o show de Paralamas e a vinda dela aqui pra casa, no sábado, dia 14 ela avisa que não poderia vim porque estava com muito trabalho pendente. Tinha que enviar o segundo capítulo da tese para a orientadora e estava no final de período com as 4 turmas da universidade, precisando corrigir provas e trabalhos, lançar notas nas cadernetas e tudo mais.
Confesso que fiquei chateada, pois havia criado muito expectativa – e aqui o erro foi todo meu, achei que já tivesse aprendido a lição “não criar expectativas, principalmente quando essa envolver terceiros”, mas mesmo assim fui para o show e adorei. Durante a semana passada tentei todas as formas possíveis e imaginais de falar com ela. Mas ela não quis se encontrada, resolvi deixar quieto. De lá pra cá tenho ficado triste. Odeio silêncios, ainda mais em situações como essa. Prefiro mil vezes resolver as coisas logo de uma vez, nem que isso implique choro e deprê, do que ter que ficar nesse suspense que só acaba comigo, uma pessoa extremamente ansiosa, dona de uma mente fantasiosa – já imaginei mil e uma situações diferentes para essa história.
Agora estou no momento “meio bossa nova e rock’n roll”. Só que sem querer me entregar ao fundo do poço. Saí no sábado a noite comigo mesma e acabei encontrando meus amigos e fiquei até a hora que deu. No domingo fui para o batizado do filho da minha amiga Eliana no sítio da família dela e foi muito bom... Acabei mudando a sintonia, mas agora estou naquela fase de carência, louca por um ombro amigo. E o trágico é não poder contar com a minha mãe e nem com Vivi que deve tá chegando semana que vem...
Enquanto isso estou fazendo companhia a Cazuza ou seria o contrário? Não sei bem, mas a trilha sonora é “o mundo é um moinho, vai destruir teus sonhos tão mesquinhos, vai reduzir as ilusões a pó”...
M.P.
Acho que 2001 foi o meu ano ruim... Credo, nem gosto de lembrar, e nem foi o ano do acidente de carro que me deixou incapacitada por 8 meses, foi um ano de escolhas sérias e de uma cirurgia que me deixou mal, muito mal fisicamente e psicologicamente... Então 2001 foi o ano difícil... eheheh
ResponderExcluirNão sabia que estava assim com a tal menina! Que chato, mas sinto te informar que ela deve estar saindo fora realmente, o motivo ainda não sabemos, mas quando a pessoa desaparece assim é porque ela não quer levar o relacionamento à frente... Eu sou otimista, né? ahahah... Acho que sempre serei mais realista que otimista...
De qualquer maneira caso não dê certo mesmo, pense que ela foi o primeiro passo no sentido de vc se assumir e isso é muito positivo. A pior coisa é não se aceitar...
Eu por cá ando em muitos conflitos, muitos mesmo... Louca pra esse ano acabar, porque foi um ano péssimo em relação a relacionamentos de todas as espécies, estou me sentindo extremamente só...
Beijocas e força por aí...
olha, o sumiço dela pode ser também por causa das diversas pressões profissionais sofridas em final de ano - ainda mais se ela é professora. Mas se não for isso, se for a iminência do fim, não tenha medo, o mundo é cheio de possibilidades e pessoas interessantes, isso dói, mas quando menos esperar estará cantando com Cazuza "Obrigado (Por ter se mandado)"
ResponderExcluirboa sorte!
beijo