À trinta e cinco anos atrás...
“Há bens inalienáveis,
Há certos momentos que,
Ao contrário do que pensas,
Fazem parte da tua vida presente
E não do teu passado.
E abrem-se no teu sorriso
Mesmo quando, deslembrado deles,
Estiveres sorrindo a outras coisas.”
(Mario Quintana)
Dia 27 de janeiro de 1975. Provavelmente era um lindo de dia de sol, quando uma certa pessoinha muito branquinha nascia enchendo os corações e ouvidos de todos os presentes com sua alegria maravilhosa e contagiante de viver. Já naquele tempo ela evelava a sua verdadeira vocação: ser e fazer os outros felizes.
Caso tenha nascido a noite, em nada iria influência. Com toda certeza existia do lado de fora uma lua cheia que irradia luz prateada, proporcionando a todos um espetáculo único de beleza, afirmando que a única certeza irremediável da vida é ser feliz, e que o otimismo nada mais é do que um companheiro de viagem daqueles que a gente apenas estende a mão e segui, se deixando conduzir, quem sabe ao som do bolero de Ravel...
Viagens que sempre estiveram ligadas direta ou indiretamente com as conquistas que surgiriam ao longo do tempo e dos espaços mais diversos (Brasília, Campina Grande, Campinas, Cajazeiras, João Pessoa, e porque não o mundo!).
Lembro-me agora que foi graças a nossa paixão pela História que nos conhecemos. “Não existem coincidências, existe afinidade lícita” dizem, e ela surgiu numa linda manhã de agosto (ou seria setembro?), quando uma guria nervosa passou pela porta do auditório da UFCG para fazer uma apresentação sobre a Historiografia de 30 no Brasil. Nesse auditório, algumas almas privilegiadíssimas foram brindadas pela aula mais apaixonada e apaixonante que presenciei. Foi nesse exato momento que pensei “quando crescer quero ser igualzinha a ela!”.
É impossível colocar em palavras a sensação de êxtase momentâneo e surreal ao qual fui submetida ali, naquela sala apertadinha. Se existir vida em outros planetas e se a gente tiver a sorte de entrar em contato com esses outros seres, então a minha reação durante a aula poderá ser comparada e descrita como a de uma pessoa que visualiza e compreende o mistério do existir. Nesse dia fui chacoalhada do meu completo estado de apatia e passei a habitar e integrar o “fantástico mundo dos historiadores”.
Mais do que ver refletida toda a sua paixão pela História, a sua aula me fez crer e perceber que era aquela a vida que eu queria pra mim. Era aquela paixão, aquele amor que eu queria mostrar aos meus alunos. Foi lá, naquela sala, naquele ambiente que representa a Universidade (Universo), onde mais cresci como profissional e como pessoa. E foi incrível entender que o teu existir se entrelaça e se confunde com uma espécie de amor. Amor à história.
(Ainda tenho viva na memória o inicio da aula quando você faz uma descrição da passagem do livro de Certeau sobre a imagem aérea de Paris. Nesse momento até pensei que ele fosse “O” cara, mas infelizmente não fui fisgada, não rolou química entre nós... rs)
É estranho, mas tenho uma imagem muito viva na minha cabeça... Quando penso como no futuro, daqui a 35 anos, a vejo sentada numa cadeira de balanço, correndo os dedos sobre um colar de pérolas amareladas, exibindo todo o seu charme e elegância, brincando de pescar memórias no teu baú de prata: Ah, aquela tarde... Ah, aquele moço... Ah, aquele beijo... Rodeada pela família - sobrinhos, netos e filhos -, amigos, regado a muito bom humor – marca registrada de uma alma evoluída e brincalhona – e muitas histórias...
Querida Vivi,
Amanhã será um belo dia. Que ele seja maravilhoso e lindo, com muita paz, saúde, amor, felicidade, sucesso e todas as coisas e sentimentos que farão desse e dos outros dias os melhores da tua vida. Que você continue sendo essa pessoa linda e intensa que é. Que teus dias sejam cada vez mais repletos de luz e sabedoria. Que teu coração emane sempre esse calor para outros corações. Que você continue fazendo feliz as pessoas que te cercam, assim como você merece ser feliz todos os dias. Sabe porque estou te falando isso? Por que te quero bem, te quero feliz, te quero sorrindo sempre!
Sinto falta das nossas conversar demoradas, mas entendo que a correria ta grande. Um momento desses a gente senta e conversa por horas a fio.
E lembre-se: “Alguns homens vêem as coisas como são, e dizem ‘Por quê?’ Sonhe com as coisas que nunca foram e diga ‘Por que não?.” (George Shaw)
Beijo bem grandão procê e um feliz aniversário!
M.P.
maneiroo o blog
ResponderExcluirparabéns
=)
oie, estou de volta!
ResponderExcluircomo é bom ter um ídolo assim, tenho uma professora de canto que me fez ter paixão pelo Coral, não imagino mais a minha vida sem ele e sem ela. Sempre fui carente de ídolos, agora sei como é isso, eles nos fazem um bem enorme!
Desejo felicidades pra vc e pra Vivi!!!
beijinho
Feliz aniversário pra Vivi!
ResponderExcluirBeijocas