“Escrevo para fugir das emoções e para me ver livre delas” (T. S. Eliot)
Já faz um tempão que não ando por aqui. Aconteceram algumas coisas boas nesse intervalo de tempo. Agora sou professora universitária de uma faculdade aqui na cidade. Fiquei super feliz, pois fazia muito tempo que vinha tentando meu lugar ao sol, e finalmente consegui.
Só que esse não foi o motivo por ter deixado o blog às traças. Na verdade, eu estava sem ânimo, sem inspiração e muito confusa com as coisas do coração. Eu achava que o capítulo Ka tinha acabado, mas bastou ela se aproximar, ou melhor, eu me aproximar – estamos trabalhando na mesma instituição – para tudo reavivar aqui dentro e a confusão se instalar de vez...
Ela não me deu esperanças de nada – e talvez ela nem desconfie de nada –, mas ficar perto dela está sendo uma tortura cruel, estou quase pirando e não estou afim de falar sobre esse assunto com ela. Parece que é neurose da minha parte, mas até quando tento fugir das situações embaraços, o destino arruma um jeitinho de nos unir... (Ainda não estou pronta pra esse momento desabafo aqui no blog... Quem sabe amanhã?!).
Mudando de assunto...
Ontem foi meu primeiro dia de aula na dita faculdade. Conhece muita gente boa na turma e também senti no meu organismo que terei um pouco de trabalho com 3 indivíduos que já foram “carinhosamente” apelidados por mim de “bobos da corte”. Um em especial já me deixou irritada, mas como não quis ser grossa no primeiro dia de aula, tive que respirar várias vezes antes de “devolver’ uma ou outra resposta atravessada tipo: “eu só tenho cara de idiota, mas posso assegurar que não passa disso”.
Será que é um pouco cedo pra entrar em crise profissional-existência? Talvez sim... No entanto, vamos dar tempo ao tempo. Não quero ser precipitada e começar a fazer julgamentos errôneos... Quem sabe essa pessoa seja do bem, mas que só tenha causado uma má impressão logo de cara, o que me faz lembrar do ditado popular “a primeira impressão é a que fica”... E pior que comigo sempre funcionou.
Mudando novamente de assunto...
Ontem quando cheguei do trabalho tinha alguma coisa de diferente em mim, não sei explicar exatamente o quê nem porquê, mas enquanto conversava com mainha sobre a minha aula, senti uma necessidade quase gritante de falar sobre minha homossexualidade, mas resolvi não tocar não falar nada ainda. Alguma coisa me dizia que não era a hora. Enquanto isso, fico me perguntando quando será? Ou se existe essa MELHOR hora?
Pergunta, perguntas, perguntas... “Ontem de manhã quando acordei/Olhei a vida e me espantei/Eu tenho mais de vinte anos/Eu tenho mais de mil perguntas sem respostas”
Tantos assuntos... eheheh
ResponderExcluirBem... que bom que já está trabalhando... e não sei se é tão bom trabalhar perto de quem mexe com a gente... Isso já aconteceu comigo, demorei pra superar, mas me machucou bastante...
Quanto a hora certa de contar sobre a homossexualidade... Seu coração saberá, acredite nele...
Beijocas
Eu também dei um tempo.E acabei me estressando de mais uma época e resolvi abandonar o barco.Nem sinto mais saudades de sala de aula.Agora, eu acho um absurdo ter "bobos da corte" numa turma universitária.Pra mim é cúmulo.Mas a minha dica é: vai colocando moral logo, porque aluno não vale nada!
ResponderExcluirAh a hora certa é hora certa. quando ela chegar você vai saber.E talvez sua mãe até saiba.Mãe sempre sabe tudo!
Bjoo