"...depois de todas as tempestades e naufrágios o que fica de mim e em mim é cada vez mais essencial e verdadeiro"
Caio Fernando Abreu.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Correrias da vida

Cara, se desânimo matar alguém, então estou bem pertinho de passar dessa pra melhor – literalmente. Esse final de semana, ou melhor, a partir de quarta da semana passada a minha vida deu um giro de 360º e só agora as coisas estão voltando ao normal.

Viajei para JP, terminei de resolver minhas coisas com a dissertação e o requerimento de diploma de mestre – ufa! Voltei pra Cajacity na sexta a tardinha e quase não boto em casa porque a peste do busão vinha se arrastando. Estava vendo a hora minha irmã que saiu de JP às 3 da tarde chegar antes de mim que saí de 1 da tarde de tanto que o busão demorava nas rodoviárias... Credo, não vejo a hora de comprar meu carrinho Celta – pretinho básico, quatro portas, com tudo dentro.

O sábado foi correria total. Ir para médico, fazer a feira do mês – só porque minha mãe não podia –, pegar um amigo na rodoviária porque ele veio fazer um concurso no domingo. Sábado a tarde fomos a casa de uma amiga incomum, conversamos horrores, falamos mal e bem de muita gente, rimos bastante, brincamos com o filhinho dela que é fofo – e olhe que não sou muito chegada em crianças. Enfim o sábado a noite chegou, e como Cajacity não tem muitos lugares de diversão, acabamos indo para a pizzaria. Lá encontramos uma amiga minha e a noite foi super agradável – por agradável leia-se: MARAVILHOSA!! A carruagem virou abobora cedo porque teríamos que fazer a prova no domingo às 8 da madrugada, o que implica em acorda muito cedo para os padrões de um domingo qualquer.

Domingo foi outra correria. Até chegamos cedo no local da prova, o problema era a prova em si. Nunca, em toda a minha vida, tinha feito uma prova tão horrorosa quando essa. Gente, por um momento pensei que estava lendo tudo errado. Em vários concursos que fiz do final do ano passado pra cá, sempre me dava bem nas provas de português, mais dessa vez foi o contrário. Das 30 questões objetivas de história acertei 26 (louvável da minha parte!). No entanto, a prova de português foi uma NEGAÇÃO, eram 20 questões objetivas mesclando interpretação de texto, sintaxe e questões sobre legislação. Dessas acertei apenas, APENAS, 5 questões. Nem as que tinha convicção que estavam certas acertei. Vocês têm noção do que isso significa?! O concurso era para uma única vaga de professor de história do IFPB...

Logicamente, sai de lá confiante no meu total insucesso, e mais uma vez reafirmei a necessidade de fazer logo a seleção para doutorado em história da UFPE. (Aqui surgiu um impasse, caso o filho de FHC, também conhecido como Serra, ganhe a eleição dia 3 de outubro, terei que repensar meus planos de futuro, a começar pela necessidade de fazer outro vestibular, uma vez que o dito cujo irá privatizar todas as universidades federais acabando assim com o meu sonho de ser professora de história de algum Federal do planeta. Obs: estou aceitando sugestões para uma nova profissão que não seja na área de saúde e que tenha uma boa remuneração e pouco trabalho, lógico, pois de muito trabalho já estou vivendo e não tenho vocação para passar a vida todo nesse sufoco, trabalhando em faculdade particular! Não estou cuspindo no prato que estou comendo, mas quem trabalha em uma sabe o quanto a situação é complicada, e que nem sempre estamos dispostas a engolir todos os sapos. Para o meu currículo e como experiência está sendo uma experiência impar, mas não quero isso pra minha vida toda!)

Domingo, depois do almoço tratei de ir dormir, pois com a correria da semana toda não tive tempo para descansar e como estou tendo problemas a noite na hora de dormir, cochilei de 1 da tarde e só acordei 3 e meia. Meu amigo e eu merendamos e saímos para subir o Cristo – resguardando as devidas proporções, Cajazeiras tem alguns pontos em comum com a cidade Maravilhosa: Cristo redentor no morro mais alto da cidade, um “leblon” e uma baixada fluminense (assunto para outro post). Essa foto do pôr-do-sol é da vista do alto do Cristo.

Então a noite de domingo chegou, deixei meu amigo na rodoviária e fui direto para a casa de Liliane porque era o niver de Jorge e se eu não fosse eles me matariam. Passei pouquíssimo tempo, pois estava simplesmente exausta.

Cheguei em casa e capotei na cama. Segunda chegou e com ela a correria habitual da semana na faculdade com reuniões, semana de Serviço Social, aulas na turma complicada, aula na turma de administração, planos de aula, correção de trabalho, elaboração de provas, e outras cositas mas...

Quem conseguiu sobreviver até aqui, PARABÉNS! O post de hoje foi chato pra C@$ete.

Beijos

Aninha M.P.

Pelo menos a vista do morro do Cristo valeu a pena. Deu pra lavar a alma, só não consegui recarregar a bateria.

Um comentário:

  1. Semana passada conversei com amigos sobre a possibilidade de lecionar em outro estado.Discutiamos a matéria do jornal Estado de São Paulo que dizia que a expansão de universidades federais amplia déficit de professores qualificados.O norte e o centro-oeste do país não tem em suas universidades o 1/3 de mestres e doutores como estabelece a lei de diretrizes e bases. Em Rondônia, Pará e Amazonas tiveram que reabrir concursos públicos por falta de inscritos qualificados.As novas universidades como a Ufersa/RN teve editais reabertos duas vezes, e quase ficou sem professor de matemática.Se o Serra(pelo que vejo será ele) não privatizar tudo, acho que a médio prazo haverá muitas vagas...
    Então não precisaremos engavetar nossos sonhos...

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