“Rita Lee canta “são coisas da vida”,
ás vezes é tão estranho ser uma
pessoa. A gente é”.
(Caio F.)
ás vezes é tão estranho ser uma
pessoa. A gente é”.
(Caio F.)
Juro que não sei o que anda acontecendo comigo. Sempre fui uma pessoa extremamente careta – chata mesmo! – certinha e tal. Mas de uns tempos pra cá parece que o centro de gravidade mudou de lugar e simplesmente não consigo voltar à órbita “normal” do planeta Ana (algo como extraterrestre de mim mesma). A cabeça se expandiu – nada mais me surpreende –, mas o coração continua do mesmo jeito, sem motivos para bater mais forte. Cada dia que passa ele se fecha mais em si mesmo, sem dar chance para novas situações, quer seja amizades ou amor. Como cantou Chico Buarque: “tá sobrando espaço no barraco e no cordão”
As pessoas perderam seu encanto – simplesmente perdi a vontade delas – e não ando mantendo muito contato com o mundo exterior – pelos menos não na proporção que mantinha anteriormente. Nada, nem ninguém me prendem. E pra ser sincera comigo mesmo, achar razões para mudar isso ficou cada vez mais difícil... Como escreveu Caio F. “Descobri que a maioria das pessoas que conheço me desvitalizam”. Então me afasto delas.
Perdi completamente a vontade de buscar coisas boas nos outros. E não estou achando essas coisas boas nem em mim. E se às vezes as acho, logo mudo de idéia, pois as considero fraqueza – tipo: achar que o mundo e a humanidade têm salvação, que amar é possível, entre outros contos de fada que povoam nossa imaginação fértil...
Nesse mesmo patamar de desilusão acentuado, a solidão anda me consumindo e não encontro forças para resistir a ela. Sei que essa ladainha anda bem cansativa e os últimos acontecimentos não tem ajudado muito para mudanças de comportamento que possibilitem outra visão de mundo, que não esse escatológico.
Fico pensando se seria mais fácil suportar essa situação se não fosse tão emotiva, É... As últimas reflexões me fizeram ver o quanto estava errada ao afirmar que sou razão em estado liquido. Se isso fosse verdade, as pessoas não conseguiriam me machucar com tamanha facilidade e nem entregaria meu coração a qualquer um.
Essa vida é tão cruel!
Fico me perguntando se esses “problemas” só acontecem comigo que sou uma mexicana dramática do tipo Exagerada a lá Cazuza – “eu nunca mais vou respirar” –, ou todo mundo enfrenta as mesmas dificuldades?
Enquanto as respostas não aparecem e a situação não muda, vou continuar aqui no meu cantinho. “Um dia de salto 7, outro de sandália havaiana" como falou Caio Fernando Abreu.
Hoje sou sandália havaiana disparado!
Aninha M.P.
As pessoas perderam seu encanto – simplesmente perdi a vontade delas – e não ando mantendo muito contato com o mundo exterior – pelos menos não na proporção que mantinha anteriormente. Nada, nem ninguém me prendem. E pra ser sincera comigo mesmo, achar razões para mudar isso ficou cada vez mais difícil... Como escreveu Caio F. “Descobri que a maioria das pessoas que conheço me desvitalizam”. Então me afasto delas.
Perdi completamente a vontade de buscar coisas boas nos outros. E não estou achando essas coisas boas nem em mim. E se às vezes as acho, logo mudo de idéia, pois as considero fraqueza – tipo: achar que o mundo e a humanidade têm salvação, que amar é possível, entre outros contos de fada que povoam nossa imaginação fértil...
Nesse mesmo patamar de desilusão acentuado, a solidão anda me consumindo e não encontro forças para resistir a ela. Sei que essa ladainha anda bem cansativa e os últimos acontecimentos não tem ajudado muito para mudanças de comportamento que possibilitem outra visão de mundo, que não esse escatológico.
Fico pensando se seria mais fácil suportar essa situação se não fosse tão emotiva, É... As últimas reflexões me fizeram ver o quanto estava errada ao afirmar que sou razão em estado liquido. Se isso fosse verdade, as pessoas não conseguiriam me machucar com tamanha facilidade e nem entregaria meu coração a qualquer um.
Essa vida é tão cruel!
Fico me perguntando se esses “problemas” só acontecem comigo que sou uma mexicana dramática do tipo Exagerada a lá Cazuza – “eu nunca mais vou respirar” –, ou todo mundo enfrenta as mesmas dificuldades?
Enquanto as respostas não aparecem e a situação não muda, vou continuar aqui no meu cantinho. “Um dia de salto 7, outro de sandália havaiana" como falou Caio Fernando Abreu.
Hoje sou sandália havaiana disparado!
Aninha M.P.
Não é uma questão tao fácil de se encontrar por aí... Mas sinto que eu mesma durante minha vida fui perdendo o eixo de mim mesma... Por um lado isso é bom, te permite ousar mais e se chatear menos... ou ousar mais e se chatear mais... ahahah
ResponderExcluirBeijocas
Acho que concordo com você... estamos em momentos bem parecidos.
ResponderExcluirTudo está do avesso e não conseguimos ter o mesmo controle que tínhamos antigamente.
Quem sabe, em um de meus vôos por aí, a gente não se encontra pra tomar aquele vinho ouvindo aquela música?!
Mas quando isso acontecer, espero que seja apenas para lembrar as pedras do passado. Tudo passa!
Grandes Beijos
Amiga não se sinta um ET, pois todos passamos por isso, eu mesma já faz tempo que não consigo confiar em ser humano mais nenhum, pois nunca sei quando vou virar as costas e me derem uma apunhalada como sempre fazem. Amuito também não me sinto a mesma e não consigo voltar a ser o que era antes.
ResponderExcluirBjs