"...depois de todas as tempestades e naufrágios o que fica de mim e em mim é cada vez mais essencial e verdadeiro"
Caio Fernando Abreu.

sábado, 16 de outubro de 2010

Loucuras (parte I)

À alguns anos atrás...

Campina Grande, 21:00

Apartamento da orientadora após um longo dia de trabalho.


Ana: Lú, vou tomar banho.

Lú: OK, mas não molhe o banheiro todo.

Ana: Beleza.

Ana tira a roupa, escova os dentes, pega sabonete, shampoo e creme e sai satisfeita para o chuveiro. Abre o Box, pendura a toalha e quando olha para o registro da água...

Ana: aahhhhhhhhhhh!!!!!

Sai em desabalada carreira do banheiro. Chega a sala ofegante e diz:

Ana (apavorada, gaguejando, tremendo nas bases): Lú, tem uma rã no banheiro!

Lú: E?

Ana: Como vou tomar banho?

Lú: Você tem medo de rã?

Ana: Tenho. Você pode ir tirar ela de lá, por favor?!

Lú (muito calma): Nem que sua vida depende-se disso. Também tenho medo de rã e a nossa convivência é bastante pacifica. Quando ela está na cozinha eu fico na sala, quando ela está no banheiro eu fico na sala e assim sucessivamente, até que ela resolva ir para outro cômodo. As coisas só mudam quando Mariana (namorada de Lú na época) está aqui em casa.

Ana (incrédula): E o que eu faço?

Lú (muito calma): Senta aqui no sofá e espera, uma hora ela vai sair de lá e você toma banho.

Ana: ...


1 hora depois...


Cansada de ficar no sofá enrolada na toalha (já que as roupas ficaram no banheiro), Ana resolve enfrentar a fera. Levanta-se e caminha na direção do único banheiro do apto.


Lú: Você vai pra onde?

Ana (cansada e com muita raiva): Tomar banho!

Lú: E se a rã ainda estiver lá?

Ana: Se ela estiver tomarei banho na pia, e se ela não estiver mais tomo banho normal.

Lú: Mais se ela estiver lá você vai molhar o banheiro todo!

Ana: E daí? Não vou ficar esperando uma rapariga de uma rã sair do banheiro para que eu possa tomar banho. Isso é um absurdo! Se fosse NA MINHA casa, mainha já tinha resolvido isso. Tinha matado a rã e fim de papo.


Chego lá, vou cuidadosamente para o Box, vejo que a rã não se encontra. Ligo meu radar para localizar alguma possibilidade de rã no ambiente, e nada é encontrado. Por via das dúvidas deixo a porta do banheiro aberta.


Meia hora depois..


Lú: A rã estava lá?

Ana (limpinha e cheirozinha): Não, ela deve ter saído para namorar...

Lú: ué? Mais ela sempre fica no banheiro até 22 e 30

Ana (com cara de interrogação): Como assim?

Lú: Faz 5 anos que moro nesse apartamento, já sei todos os horários de “Júlia”

Ana: Lú, eu não estou acreditando, você tem um problema muito sério, essa loucura é passível de internação, sabia?

Lú: Você queria que eu fizesse o que? Eu tenho pena de matar a pobrezinha...

Ana: ...

Lú: Agora deixa eu ir lá, vou tomar banho.



FIM DE PAPO



OBS: Essa história é baseada em fatos reais e os diálogos são fiéis ao ocorrido.

3 comentários:

  1. ahahah! Adorei! Eu também não enfrento rã. Tenho medo de todos os bichos que não sejam domésticos, mas não mato nem maltrato. Gosto deles!

    Beijocas

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  2. kkkkkkkkkk... ilario...tadinha da rã, ela não faz nada...eu quando criança caçava rã com meu pai para comer...rsrs e saia toda feliz com o saco cheio de perereca... a louca desde pequena ja sabia o que queria...kkkkkkkkk

    Beijos

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  3. kkkkkkkkkkkkkkkkkk

    Até nome Júlia tinha!! rsrs

    ri horrores quando percebi que julia já era um bichinho de estimaçao!! com mais de 5 anos de convivencia!!
    hahahaha
    beijos

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