“Mas quando alguém te disser ta errado ou errada (...)
Acredito que errado é aquele que fala correto e não vive o que diz”
(O teatro mágico - Zazulejo)
Ela sentiu vontade de organizar sua vida. Resolveu começar pelas coisas que estavam espalhadas pelo quarto. Foi à sala, colocou Elis e logo começou a tocar a sua música preferida “Como nossos pais”. A arrumação começou pelos seus livros e cd´s espalhados aleatoriamente, assim como muito dos seus últimos pensamentos. Não agüentava tanta bagunça, nem fora, dentro do seu íntimo. Precisava dar um rumo a sua vida, se despir dos preconceitos, dar vazão aos seus sentimentos, mostrar-se inteira e não pela metade. Sua angústia começou quando descobriu que ela nunca soube ser “normal”, pois até ali ela fazia questão de atestar sua normalidade para a sociedade e as pessoas que a conheciam. Ela parou o que estava fazendo e se pôs a refletir... Ela havia esquecido de quem ela era, e naquele momento lembrou-se que aquela era ela de verdade: alguém que dança sozinha, que cantava sozinha, que questionava e não aceitava ser subestimada. Sentiu uma paz fantasiada de felicidade naquela solidão. Dançou e cantou sozinha como uma menina cheia de vida. Seguia o ritmo da música “Redescobrir” e sorria se entregando aos prazeres da dança. Sempre gostou de Elis, desde menina pequena. A cada minuto ela encontrava a si mesma em suas mil lembranças espalhadas pelo quarto em revistas e discos. Ela já se sentia dona de si mesma, e se sentia levemente embriagada por tamanha beleza. Beleza que havia ficado escondido em alguma gaveta, e que já não podia mais ficar entregues as traças e ao tempo. A tristeza tinha ido embora de vez, e de suas melhores lembranças ela encontrou motivos pra seguir
M.P. extremamente apaixonada!
Lindo post! Pra cima em direção à vida! Parabéns!
ResponderExcluirBeijocas