"...depois de todas as tempestades e naufrágios o que fica de mim e em mim é cada vez mais essencial e verdadeiro"
Caio Fernando Abreu.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Escrevendo ao som de Asa Morena na interpretação de Zizi Possi.


Definam-me o amor?
Não o amor que nasce da relação mãe-filho/a. Esse talvez seja o mais fácil e ao mesmo tempo o mais complicado, e qualquer tentativa de definição parece-me ser piegas... O amor que quero a definição é o amor entre homem-mulher; mulher-mulher ou homem-homem, não importa, o amor pelo Outro. Esse sim, a mim parece ser mais propenso a “explicações”, mesmo que eu não esteja qualificada pra isso. Alguém esta?
Já falei pra algumas pessoas que nunca namorei e sempre que passo analisar as relações dos outros acabo esbarrando em conceitos pré-estabelecidos pelas minhas (não) experiências.
Explico: o casamento entre meu pai e minha foi um dos mais fracassados (segundo a minha visão e algumas constatações que a minha mãe fez) na história da humanidade, e apesar de mainha tentar minimizar os efeitos catastróficos falando que três coisas boas aconteceram pra que tenha feito a coisa toda ter valido a pena (os meus irmão e eu), ainda sigo acreditando que ela quer que acreditemos que as coisas não foram tão ruins assim... E as outras relações também não ajudam muito... Minha irmã vive quebrando a cara com os namorados dela... Minha avó faz de conta que não sabe que meu avô pula a cerca e por ai vai...


Escutando Só louco com Gal Costa


Existe outras coisinhas que me deixam com a pulga atrás da orelha quando pensando em relacionamentos: por que as pessoas ficam cegas quando estão apaixonadas? Tem alguma explicação lógica pra isso?
Vocês podem estar pensando: “não existe lógica no amor” e eu digo: então pra que deixa seu porto seguro pra se jogar no abismo? Isso é sensato?


Escutando A Noite do Meu Bem com Nana Caymmi


Sensatez... (Divagando...)
Ou na melhor das hipóteses (sendo sarcástica comigo mesma) o problema não é os outros, e sim EU que tento a todo custo ser racional (não esqueçam, sou razão em estado líquido) e busco a todo custo refletir sobre esse assunto e nunca chego lá. Lá aonde? Não sei... Talvez uma explicação minimamente convincente pra ter coragem de me jogar no abismo do Amor.


Escutando Resposta ao Tempo com Nana Caymmi.


Alguém já passou por isso? Ou sou um caso raro a ser estudado pela ciência? Por falar nisso, a ciência pode explicar sentimentos?
Bom, acho que por hora é só. Logo mais terei sessão com a psicóloga e provavelmente voltarei por aqui pra dizer alguma coisa. Hoje não estou disposta a ser “torturada”. Gostaria só de escutar os “carões”... Ser só ouvidos, sem nada pra falar, pois da forma que estou com certeza sairei de lá chateada e com raiva das prováveis bobagens que possam ser ditas por mim.


Obs: Não entrei em contato com S.C. talvez por medo. Estou ansiosa pra saber o que Mary vai dizer sobre a minha possível homossexualidade...

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