"...depois de todas as tempestades e naufrágios o que fica de mim e em mim é cada vez mais essencial e verdadeiro"
Caio Fernando Abreu.

terça-feira, 9 de junho de 2009

Retomando o post anterior...

Talvez porque eu não estava a fim de falar com Mary a sessão não tenha rendido tanto quanto eu gostaria. Fiquei relutando para não desabafar.
Fiquei pensando nisso ontem à noite quando cheguei na cama pra dormir... Meditei muito até conseguir pegar no sono. Entre as muitas coisas que pensei uma em especial chamou minha atenção. Menti quando falei que não tinha tido nenhum toque. S.C.. Por ser uma pessoa bastante atenciosa sempre pegava no meu braço, e a partir desse momento nem prestava mais atenção às explicações... Ficava tão “emocionada” que só tinha olhos para a boca dela.
Outra coisa que chamou minha atenção foi o fato dela conhecer minha tia lésbica (Não sei por que fiquei chocada com isso já que C********* é uma cidade minúscula e a prima de Mary faz parte do grupo de amigos/as homossexuais íntimos da minha tia). Não sei, mas não estava a vontade de falar sobre esse assunto, mas ela insistiu tanto que acabei dando nome e falando que não gostava da companheira dela. Na verdade ela falou “cadê a relação de confiança entre nós?”... Durante essa fase da conversa pensei em falar pra ela que sempre tive – e ainda tenho - vontade de perguntar a minha tia como ela “descobriu” a homossexualidade, já que ela teve vários namorados e quase casou com um cara que eu gostava muito (eu era pirralha e achava ele lindo, sem falar que ele era super atencioso comigo... Leonina, sabe como é que é?! rs)
Outra coisa que fui omissa durante a sessão foi quando ela perguntou qual seria o perfil de mulher que me atrai? Boa! Quando ela fez essa pergunta fiquei muito surpresa... Sem palavras e “chocada” (Você ta percebendo como fico chocada facilmente com as coisas? Isso é um saco!). Já tinha chegado a uma conclusão sobre isso, mas não te coragem de expressar. A mulher dos “meus sonhos” é igual a S.C. Branca, com traços femininos, inteligente, sagaz, carinhosa e de bem com a vida. Meio clichê, reconheço, mas uma Ana Carolina também cairia bem, pois a acho tão segura que me passa segurança também.
Também tenho outra coisa pra falar, que não falei pra Mary e nem pra ninguém, a não ser aqui. Quando conheci V.C. há 3 anos atrás (na época estava saindo da graduação) senti uma forte atração, pois ela se encaixava em todas as características acima citadas. Então tratei de fazer amizade com ela. Durante as várias madrugadas que conversávamos pelo MSN fui “colhendo” informações sobre ela e a vida pessoal. Resultado: ela é casada com R.C. tem uma filha e sua vida sexual é bem resolva. Se fiquei frustrada? Lógico que sim, mas não desisti da amizade. Hoje sou amiga da família toda e estou sentindo uma falta danada dessa pessoa que amo muito de coração (falo que ela é a minha irmã mais velha que mamãe não me deu.. rs) que foi embora fazer o doutorado em Campinas e abandonou todo mundo aqui (felizmente ela chega no final do mês.. \o/\o/\o/).
Não sei se estou esquecendo de alguma coisa, mas caso lembre voltarei.
Agora vou nessa pois tenho que cuidar na minha vida profissional.

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