"...depois de todas as tempestades e naufrágios o que fica de mim e em mim é cada vez mais essencial e verdadeiro"
Caio Fernando Abreu.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

"Eu uso as palavras de um perdedor"

Às vezes dá vontade de colocar a mochila nas costas e o pé na estrada só pra ver se alguém vai sentir falta de mim quando não estiver mais por perto. Essa sensação horrorosa de que sempre estar faltando uma parte anda me consumindo loucamente. Já não tenho a mínima idéia do que fazer para deixar passar. Na minha cabeça colocar o pé na estrada parece ser a mais viável e, ao mesmo tempo, um erro, pois, por mais que a gente caia fora, os problemas nos seguem.

Você criticou minha constante necessidade de isolamento e falou que tem medo por mim. Que esse casulo/muro se sobressai mais que a pessoa “maravilhosa” que sou. E na boa, não pense que não sei identificar ou receber um elogio, mas não te levo mais tão a sério como antes. Esses dois anos de convivência na terapia tem me deixado calejada/protegida/inume a esses seus “ataques” sentimentalóides. Desculpe, mas ando numa fase é que é melhor acreditar no nada, do que no visível/dizível das pessoas e das coisas sobre mim e a minha vida (ninguém sabe de porrissima nenhuma que se passa aqui dentro. Nem eu sei... O que dirá os outros?!).

Nem sei por que estou escrevendo isso... Tudo parece tão sem sentido, assim como tudo na minha vida.

Nenhum comentário:

Postar um comentário