João Pessoa, setembro de 2010.
Fim de tarde
Shopping Sul, no café.
Personagens: Minha irmã, meu cunhado (astronauta) e eu (segurando vela).
Coadjuvantes: várias mães e seus filhos correndo e gritando.
Depois de alguns minutos entre a nossa chega ao café e a espera dos pedidos eis que presencio o seguinte diálogo...
Cunhado (carinhoso e romântico como só os astronautas podem ser, a baba escorrendo pela lateral da boca): Olha A. como essa bebezinha é linda! Se referindo a uma criança de colo com cara de anjo nos braços de sua mãe.
Minha irmã (com cara de poucos amigos – leia-se cólica): Realmente ela é linda.
Cunhado (sonhando): Já imaginou quando tivermos os nossos?!
Minha irmã (com cara de interrogação): Como assim os nossos?
Cunhado (voltando a realidade): ué, você não quer ter filhos?
Minha irmã: Já até pensei...
Cunhado: E então?
Minha irmã: Desisti.
Cunhado (indignado): mas por que?
Minha irmã (dando uma de super sincera): além de bonitinhas, elas comem, choram, fazem xixi e cocô, não dormem em horário comercial e, o pior de tudo, ficam doentes.
Cunhado: Mais eu te ajudarei...
Minha irmã (com cólicas): e quem vai parir?
Cunhado (com cara de interrogação): como assim que vai parir?
Minha irmã (com cólicas e nenhum pingo de romantismo): sim, parir, porque se já não estou agüento as cólicas que estou sentindo nesse exato momento, imagina as dores do parto.
Cunhado (médico): Mais a gente dá um jeito nisso...
Minha irmã: Ah, porque você não falou logo que contrataria uma mãe de aluguel!
Cunhado: ...
Eu: 1 (super sincera) x 0 (astronauta). Ela está aprendendo rápido... rs
kkkkkkkkkk... essa foi boa, fala para A. que depois q nasce a gente acha tudo bonitinho...rs
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